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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 22

Às três e meia, o celular de Tereza tocou. Era uma ligação de Norberto.

— O que foi? — Tereza atendeu o celular.

— Eu prometi buscar a Delfina depois da aula, mas a Hera ainda está sob observação no hospital. Vá buscar a nossa filha.

— Já que você fez uma promessa para a sua filha, deveria cumpri-la. — Mantendo os olhos fixos na tela do computador, Tereza respondeu com uma voz fria.

— Eu não consigo sair daqui agora...

Tereza pensou em discutir, mas achou que não valeria a pena. Simplesmente desligou o telefone.

Após delegar algumas tarefas, arrumou a bolsa e deixou a empresa.

No caminho de carro para a escola.

Um pensamento cruzou a sua mente.

Em certos momentos da vida, é preciso abandonar um lugar sufocante para que a nossa própria primavera possa florescer.

Quando leu essa frase pela primeira vez, não dera muita importância, mas agora, refletia profundamente sobre o seu significado.

Talvez fosse realmente a hora de deixar para trás aquele ambiente que há muito deixara de ser o seu lugar.

Na saída da escola, Delfina aguardava na fila para passar pelos portões. Com os cabelos presos em dois pequenos coques, seus grandes olhos negros procuravam o pai em meio à multidão.

— Não era o papai que ia me buscar? — Tereza aproximou-se, e Delfina fez um biquinho tristonho.

— O papai está ocupado. Eu vim te buscar para jantarmos na casa dos seus avós, que tal? — Tereza perguntou com suavidade.

— Eba! Então vamos logo. — O desânimo de Delfina desapareceu em um instante.

No caminho, Tereza parou para comprar algumas frutas. Ao notar que o relógio medidor de batimentos cardíacos havia sumido do pulso de Delfina, sentiu um sobressalto.

O som do motor de um carro sendo desligado veio lá de fora.

Momentos depois, Norberto entrou na sala, com o paletó pendurado em um dos braços.

A empregada aproximou-se rapidamente e pegou o paletó de suas mãos.

— Ainda acordada a essa hora? — Olhando para Tereza, que vestia um roupão no sofá, Norberto perguntou com um leve tom de exaustão.

— Como está a minha cunhada? — Tereza perguntou, desviando os olhos do tablet.

— O médico disse que ela trabalhou demais, está exausta fisicamente e precisará de alguns dias de repouso absoluto. — respondeu Norberto.

— Hmm. — Tereza não pareceu surpresa. Pegou o tablet e se levantou para subir as escadas.

— O meu irmão acabou de falecer, ela enfrentou as mudanças do projeto e, para não dar motivos a fofocas, forçou-se a voltar a trabalhar. Você sabe o quanto ela é teimosa. Mesmo que não aguentasse mais, ela continuaria tentando provar que podia... — Os olhos de Norberto fixaram-se nas costas de Tereza, com um leve traço de censura em seu tom de voz.

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