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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 252

Apoiado no elevador, Norberto atendeu a uma ligação de sua mãe, Jessica, perguntando a que horas ele iria para o hospital. Hera havia acordado e não parava de chorar.

Com a voz rouca, Norberto pediu que a mãe cuidasse bem dela, avisando que ainda tinha problemas para resolver e passaria lá mais tarde, quando tivesse tempo.

Norberto não foi para a empresa; em vez disso, chamou os seus três melhores amigos do seu círculo para beber num bar que costumavam frequentar.

Quando Norberto chegou, já havia pessoas no camarote. Eliseu Duarte ergueu os olhos para ele, com um brilho fugaz e complexo no olhar.

O bar ficava em um bairro artístico na zona leste, adaptado de um prédio antigo. A localização era secreta, recebendo apenas clientes habituais e pessoas daquele círculo restrito. Havia até uma entrada pelos fundos e camarotes exclusivos para essa clientela que detestava ser incomodada.

Norberto não era um frequentador assíduo, mas sempre que aparecia, todos o reconheciam.

Assim que entrou, Norberto pegou diretamente um copo de uísque que estava na mesa e o virou de uma só vez.

Eliseu ergueu uma sobrancelha:

— E então, não está de bom humor hoje?

Norberto o ignorou. Encostou-se no sofá e fechou os olhos, como se precisasse de um instante de trégua.

— Hera se machucou de novo. — Eliseu cravou os olhos nas pálpebras cerradas de Norberto e comentou: — Fui visitá-la. Desde que o seu irmão mais velho se foi, ela parece atrair desgraças. Dá a impressão de que tem alguém querendo fazer mal a ela nos bastidores. Até eu, como amigo, fico com o coração na mão.

Ao ouvir a palavra "alguém querendo fazer mal", Norberto abriu os olhos abruptamente e encarou Eliseu:

— Você está pensando demais.

Neste exato momento, Arturo e Caio empurraram a porta e entraram. O garçom ao lado apressou-se a servir as bebidas favoritas deles. Arturo escolheu um martini e, ao ver a cara de poucos amigos de Norberto, girou a taça:

— Por que essa cara amarrada? Brigou com quem? Parece que vai engolir alguém vivo.

Caio deu uma risada ao lado:

— Arturo, não toque na ferida dele. Não viu as notícias?

— Ah... — Arturo prolongou a sílaba, compreendendo instantaneamente.

A notícia sobre o acidente de Hera na dança e seu comparecimento à coletiva de imprensa ainda machucada já havia se espalhado por todo o círculo deles.

A antes tão mimada jovem da Família Cardoso andava sofrendo tantos acidentes ultimamente que chegava a ser lamentável.

Norberto fulminou os dois com o olhar, irritado.

— Tá bom, tá bom, não vamos mais perguntar nem falar sobre isso. Hoje viemos só para beber. — apressou-se em dizer Arturo.

Norberto pegou outra dose e bebeu um gole.

O líquido ardente e picante desceu pela garganta, queimando instantaneamente o estômago. Mesmo assim, ele não parou e continuou a beber.

Eliseu o observava, com o olhar cada vez mais enigmático.

E em que momento, exatamente, ela parou de amá-lo?

Não, será que ela chegou a amá-lo algum dia?

Apenas havia conquistado fama e fortuna, ganhara confiança e, agora, queria uma separação amigável.

Vendo Norberto com o olhar perdido, Caio não conteve a curiosidade e perguntou:

— Norberto, qual é a situação entre você e a Dra. Leal agora? Parece que andam um pouco distantes ultimamente.

Norberto apenas segurou o copo, em silêncio.

— Alguém como a Dra. Leal é uma raridade neste mundo. Não existem muitas mulheres tão destacadas tecnicamente, e as que chegam ao nível dela são uma verdadeira exceção. Chamá-la de fênix entre os mortais não seria nenhum exagero.

Naturalmente, Norberto admirava a capacidade profissional de Tereza.

Ao ouvir Caio elogiá-la de forma tão elevada, ele apertou a mão com mais força em volta do copo.

Na própria empresa, havia quem a chamasse secretamente de deusa da tecnologia; seus admiradores e reverenciadores não eram poucos.

Praticamente todas as conquistas dela haviam sido realizadas na Apex, e Norberto acompanhara de perto a sua jornada de crescimento.

— O que você está tentando dizer? — Norberto fuzilou Caio com um olhar pesado, que carregava uma leve advertência.

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