Entrar Via

Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 322

Obviamente, Norberto não ousaria fazer qualquer tipo de exigência. O acordo pós-nupcial que acabara de assinar continha cláusulas muito claras: ele não podia exigir que Tereza cumprisse as suas obrigações de esposa, assim como ela também não exerceria mais os seus direitos como tal. Naquele momento, os dois não passavam dos mais íntimos dos estranhos.

Os grandes e escuros olhos de Delfina piscaram. Em seguida, ela acompanhou as costas da mãe com o olhar e apertou o braço de Norberto.

— Papai, a mamãe ainda vai trabalhar essa hora da noite?

Norberto sentiu-se encurralado por uma pergunta tão simples. Desde quando Tereza tinha trabalho para resolver àquela hora? O que era nítido era que ela não queria vê-lo.

— A sua mãe é uma pessoa muito responsável com o trabalho. Talvez ela ainda tenha algumas coisas para arrumar. — Norberto inventou uma desculpa que soasse minimamente plausível.

Delfina cruzou os braços e soltou um resmungo frustrado.

— Mas papai, você não é o chefe da mamãe? Você não pode dar menos trabalho pra ela, pra ela ter mais tempo pra descansar e brincar comigo?

Ao ver o chilique da filha, com aquelas lindas sobrancelhas franzidas de uma maneira indescritivelmente fofa, Norberto assentiu concordando.

— Está bem. A mamãe acabou de fazer um grande favor para o papai. Então, o papai decidiu dar a ela uma semana inteira de férias para que ela possa brincar bastante com você.

— É verdade mesmo? Olha lá que foi você que disse, hein! Adulto não pode mentir. — Ao ouvir a notícia, Delfina deu um pulo de alegria e estendeu a sua mãozinha. — Promessa de dedinho.

Norberto não sabia se ria ou se chorava, mas, com muito amor, entrelaçou o seu dedo mindinho ao da filha.

Já era meados de agosto e as férias de Delfina estavam chegando ao fim. Ela estava ansiosa por fazer uma viagem com a mãe. Lembrava-se muito bem de que Tereza havia prometido levá-la para o exterior para encontrar Noemi assim que tivesse um tempo livre. Dessa vez, o seu desejo finalmente se tornaria realidade.

Quando Delfina finalmente dormiu, Tereza retornou ao quarto. Norberto sentou-se rapidamente na cama e perguntou em voz baixa:

— Você quer que eu vá embora?

Tereza respondeu com frieza:

— Se você não se importar, pode dormir no meu escritório.

Os belos olhos de Norberto transpareceram surpresa. Será que agora ele havia sido reduzido a dormir no escritório?

— Se você achar ruim, pode ir embora. — A voz de Tereza deixava claro que já não havia o menor rastro de vínculo matrimonial entre eles. Parecia apenas que ela estava abrigando um sem-teto.

Norberto apertou os seus lábios finos, com um amargor incomensurável no coração.

Sendo o herdeiro da Família Cardoso, desde quando Norberto fora submetido a uma humilhação como aquela?

Ainda assim, a ideia de ir embora o preenchia de relutância, especialmente porque, durante aquele período turbulento, ele quase não havia passado tempo com a sua filha.

— Tudo bem. Você poderia me arrumar um cobertor leve? — Norberto perguntou.

Tereza abriu o armário, puxou um cobertor e entregou a ele.

— Obrigado! — Norberto proferiu as palavras rigidamente. Em seguida, a sua figura imponente deixou o quarto e seguiu para o escritório.

Tereza deitou-se suavemente ao lado da filha. Ao sentir o resquício de calor no espaço da cama onde o homem havia acabado de deitar, ela franziu o cenho e moveu-se delicadamente para o outro lado de Delfina, mergulhando num sono tranquilo.

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido