— Certo, Diretor Cardoso — Alfredo concordou e desligou. Logo em seguida, um traço complexo e sombrio marcou o espaço entre as suas sobrancelhas.
Alfredo havia ouvido, pelo menos em parte, os boatos que circulavam por toda a empresa.
Antes, ele não dava a menor importância para isso, pois sabia muito bem que Norberto era casado e até tinha uma filha.
No entanto, aquela última ligação fez o coração de Alfredo despencar.
Qual era exatamente a situação atual da Diretora Lopes? Pedir uma semana de licença logo depois de apresentar falta de apetite, sem conseguir comer direito, a aparência nítida de abatimento e palidez... Alfredo não queria ousar deduzir outras coisas, mas o seu cérebro simplesmente não parava de ligar os pontos.
Será que...
Como se toda a sua energia tivesse sido sugada do corpo de uma só vez, Alfredo perdeu instantaneamente o ânimo por tudo à sua volta. Ele balançou a cabeça vigorosamente, tentando negar suas próprias suspeitas.
Durante a tarde, Norberto telefonou para a mãe, Jessica Oliveira, pedindo que ela buscasse Delfina, enquanto ele se dirigia ao hospital.
Hera havia sido transferida para outro hospital, agora sob os cuidados de um renomado especialista para garantir a segurança da gravidez.
Quando Norberto chegou, Hera estava comendo frutas enquanto Dona Zara a servia com presteza ao seu lado.
Hera havia lhe oferecido ainda mais regalias, agora, Dona Zara estava decida, no fundo do coração, a ser totalmente leal a ela.
Dona Zara também já havia descoberto de quem eram os bebês no ventre de Hera. Pensar que o falecido primogênito da família havia deixado duas crianças... Era algo que, naturalmente, arrancava suspiros de lamentação de qualquer um.
— Estes são mirtilos, são ricos em nutrientes. Coma mais um pouco — Dona Zara a encorajava com a voz suave.
— Não quero mais. Tudo o que eu como parece não ter gosto — Hera ergueu a mão, adotando uma postura delicada e frágil.

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