— Mamãe, você estava chorando? Você também não quer ficar longe do papai? — perguntou a menina em um sussurro, estendendo os bracinhos e abraçando com força os ombros de Tereza ao vê-la se aproximar para pegá-la no colo.
— Não é isso. A mamãe só estava com medo de que você ficasse triste ao descobrir. — Tereza respondeu com a voz suave.
— Eu fiquei um pouquinho triste, mas a Noemi me consolou. Então agora eu não estou mais tão triste assim. — Delfina murmurou.
— É, a Noemi é uma grande amiga sua. — Naquele instante, Tereza se sentiu genuinamente grata à pequena Noemi. Graças aos conselhos da menina, sua filha havia aceitado a situação com muito mais facilidade. Caso contrário, ela não saberia como explicar tudo aquilo.
— Uhum. Nós fizemos uma promessa. Vamos crescer juntas e ser melhores amigas para sempre. — Delfina se animou. — Mamãe, se o papai casar com outra moça, você deveria casar com o Sr. Guedes. Eu e a Noemi combinamos que, se você casar com ele, nós vamos poder brincar juntas sempre e crescer na mesma casa.
Tereza estremeceu, surpresa por a filha já ter até planejado o seu futuro casamento. Era uma situação que não sabia se ria ou se chorava.
O clima de tristeza amenizou um pouco. Para o alívio de Tereza, sua menininha estava crescendo e já conseguia se colocar no lugar dela, pensando no seu bem-estar.
— Delfina, o papai e eu ainda não assinamos os papéis do divórcio. Então, por enquanto, não posso ficar com o Sr. Guedes. Você me promete que não vai falar sobre isso com a Noemi? — Tereza temia que as crianças deixassem a informação vazar. Isso prejudicaria a imagem de Tristan.
Além disso, após o fim daquele casamento, ela não pensava em se casar de novo tão cedo. Queria primeiro focar em sua carreira e, dali a alguns anos, com uma mentalidade mais madura, tomar outras decisões.
— Tá bom, mamãe. Eu prometo. — Delfina inclinou a cabeça por um instante, pensativa, e concordou.
Tereza subiu com a filha. Dona Lígia já estava lá para ajudar a cuidar da menina. Tereza sentou-se à mesa da sala de jantar para comer o lanche da noite que Dona Lígia havia preparado.
— Mamãe, eu te amo tanto. — murmurou Delfina sonolenta, aninhada nos braços da mãe e segurando a ponta de sua blusa, depois de Tereza ter resolvido algumas pendências de trabalho, contado histórias e se deitado ao lado dela para fazê-la dormir.

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