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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 237

Sabrino, vendo o silêncio de Luana, não teve outra escolha senão ser direto:

— Ao que parece, teremos que procurar o Grupo Mendes.

Como se temesse a recusa de Luana, Sabrino começou a listar freneticamente os benefícios dessa cooperação.

Luana afastou uma mecha de cabelo da testa e sorriu, um sorriso que não chegava aos olhos:

— Sabrino, você me subestima.

— Mesmo que eu ainda tivesse sentimentos por Sebastião, os interesses da empresa sempre viriam em primeiro lugar.

— Além disso, o que houve entre nós são águas passadas. Você sabe o quanto eu o odeio.

Luana falava de ódio, mas Sabrino não sabia o quanto podia acreditar naquelas palavras.

Onde não há amor, não há ódio.

Especialmente considerando o passado turbulento e inacreditável entre Luana e Sebastião.

Talvez, essa tentativa de parceria com o Grupo Mendes fosse a prova de fogo para o coração de Luana.

Sabrino, no entanto, tinha suas preocupações:

— Só não sei se meu primo aceitará. Afinal, você conhece o temperamento dele...

Sebastião era notório por seu humor instável e sua crueldade sanguinária.

As famílias Mendes e Barbosa, embora parentes, haviam se distanciado devido a antigas rixas; Sabrino estava dando um tiro no escuro.

No escritório, Sebastião analisava documentos quando Benito entrou:

— Sr. Sebastião, o Grupo Amizade acabou de ligar. Querem vir discutir uma parceria.

A mão que segurava o mouse parou. As pontas dos dedos tremeram imperceptivelmente.

Sebastião ergueu o olhar gélido para Benito:

— A que horas?

— Daqui a meia hora — respondeu Benito.

O rosto belo e esculpido de Sebastião permaneceu inexpressivo, mas sua voz carregava o frio do inverno:

— Vinte minutos.

— Se não chegarem em vinte minutos, não precisam vir mais.

A fila de empresas querendo parceria com o Grupo Mendes era quilométrica; o desdém de Sebastião por uma empresa nova era palpável.

Benito assentiu e se virou, murmurando internamente: *Morre de vontade de vê-la, mas quando a oportunidade surge, ele a empurra para longe.*

Às vezes, Benito sentia que a lógica humana não se aplicava ao Sr. Sebastião.

Vinte e cinco minutos depois.

Sebastião entrou na sala de reuniões do Grupo Mendes.

Seu olhar predatório varreu o ambiente, mas não encontrou a pessoa que desejava ver.

A decepção em seus olhos foi tão densa que quase podia ser tocada.

Capítulo 237 1

Capítulo 237 2

Capítulo 237 3

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