Sebastião lançou um olhar indifere para Camila, sem proferir uma palavra. Ordenou que Suzana levasse Sílvio para o andar de cima para fazer as malas.
Pouco depois, ambos desceram. Suzana trazia a pequena mala de Sílvio em mãos.
Sebastião tomou a mala de Suzana e segurou a mão de Sílvio, pronto para sair.
Camila bloqueou o caminho deles:
— Sebastião, é realmente necessário tratar sua mãe dessa maneira?
Sebastião observou o rosto pálido de Camila. Ao notar o pânico e o desamparo no fundo de seus olhos, ele não desejava ferir o coração da mãe, mas as atitudes dela haviam ultrapassado todos os limites:
— Só vou levá-lo para passar uns dias fora. Quando a senhora estiver recuperada, eu o trarei de volta.
— Não.
Camila perdeu o chão. As lágrimas romperam suas barreiras:
— Eu sei, você me odeia. Acha que eu não deveria ter tratado a Eliana daquele jeito. Mas todas as vezes que eu bati nela, eu estava fora de mim, Sebastião.
Camila não queria admitir isso na frente do filho, mas não teve escolha:
— Sofro de depressão há anos. De fato, falhei com a Eliana, mas como eu tratei você? Você sabe melhor do que ninguém.
Ela não queria perder aquele filho perfeito, então confessou.
Diante daquela situação, Sebastião cansou de meias palavras. Fez um sinal para Benito levar Sílvio para o carro. Benito obedeceu.
Voltando-se para Camila, ele disse com sua voz rouca:
— Dona Camila, a senhora não acha que foi cruel demais com a Eliana?



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
Por favor, libera mais capítulos!...