Tinham o mesmo sangue.
Sebastião não respondeu mais e desligou.
Luana saiu do banho e deitou-se. Ao checar o Instagram, viu um vídeo viral. Clicou e viu uma mulher correndo desorientada num cruzamento. Um carro a atingiu, arremessando a silhueta branca para o alto. A multidão se aglomerou, a câmera deu zoom. A mulher no chão tinha o rosto coberto de sangue, e o asfalto ao redor estava tingido de um vermelho escarlate.
Ela não sabia quem era a mulher do vídeo, achou que fosse um acidente comum.
No entanto, seu olhar captou a legenda:
"Após perda do amado, herdeira do Grupo Mendes enlouquece por amor, foge do hospício e é atropelada brutalmente."
O sobrenome Mendes era raro em Porto Fundo, e famílias ricas com esse nome, contavam-se nos dedos.
E quem poderia ser chamada de herdeira do Grupo Mendes, senão Eliana?
Para confirmar, Luana ligou para Plínio:
— Eliana sofreu um acidente?
O ambiente do lado de Plínio estava barulhento, parecia um ritual fúnebre, ouviam-se cânticos.
— Sim, minha irmã morreu. Foi uma morte horrível. Sebastião foi cruel demais. Ele a mandou para o manicômio, ela enlouqueceu de vez, fugiu sabe-se lá como e foi atropelada.
Ao encerrar a chamada, Luana não conseguiu se acalmar.
Plínio disse que Sebastião internou Eliana. Que ela ficou louca e fugiu para a morte.
Então, o que Sebastião lhe disse no hospital não era mentira.
Ele realmente havia enviado Eliana para o manicômio.
E daí?
Eliana cometeu tantos pecados; uma morte trágica era apenas o que ela merecia.
Sabrino entrou no quarto. Tinha acabado de tomar banho e secava o cabelo úmido com uma toalha. Notando a expressão ruim de Luana, perguntou:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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