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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 525

Quando uma jovem da alta sociedade havia sofrido uma humilhação como aquela?

Ela levantou a mão para esbofeteá-lo, mas Sabrino segurou o pulso dela com firmeza, lançando um aviso cruel:

— Se não fosse pela Dionísia, eu já teria acabado com a sua vida há muito tempo.

Sabrino chutou a cama do hospital e virou as costas para ir embora.

E por causa daquele chute, a cama sacudiu violentamente. Como Eliana havia acabado de passar por uma curetagem e ainda estava em fase de recuperação, o impacto fez com que ela começasse a sangrar de novo.

O rosto de Eliana ficou lívido. Ela apertou a campainha na parede, e a enfermeira logo apareceu para checar os pontos. Ao ver a enorme mancha de sangue vermelho sob o corpo da mulher, a enfermeira perdeu o chão, as suas costas gelaram, e ela enviou Eliana às pressas para o centro cirúrgico.

À tarde, no crepúsculo.

Os fracos raios dourados se espalhavam pela esquadria da janela.

Luana estava sentada na janela panorâmica, com as pernas encolhidas e a cabeça encostada nos joelhos. Mesmo ouvindo o som da porta se abrir, ela não se moveu. Permaneceu ali, de olhos fechados, em um silêncio absoluto.

Uma mão tocou lentamente o seu rosto, seguida por um cheiro frio e inconfundível. O corpo dela enrijeceu ligeiramente. Percebendo a rejeição nela, o peito ardente do homem colou-se às suas costas. Ele abaixou levemente a cabeça, tomou o lóbulo da sua orelha com os lábios, e a mão que antes acariciava o seu rosto desceu lentamente para a pele sensível atrás da sua orelha.

Luana quis ignorá-lo, mas a sensação aguda tornou a sua respiração subitamente ofegante. Notando que o corpo dela começava a amolecer, as investidas de Sebastião tornaram-se mais insanas. Seus dedos longos seguraram o queixo dela, forçando-a a encontrar o seu olhar opressivo.

— Sentiu minha falta?

Separado dela por apenas alguns dias, cada célula do seu corpo gritava enlouquecida de saudade.

Luana permaneceu em silêncio, apenas olhando para ele.

Ao ver o seu próprio reflexo patético naquelas pupilas negras e brilhantes, Sebastião achou aquilo injusto. Ele abaixou a cabeça e a forçou a beijá-lo, possuindo os seus lábios.

Com as bocas unidas, suas línguas se emaranharam desesperadamente. O beijo dele era selvagem e brutal, com movimentos tão possessivos que Luana não conseguiu conter um pequeno gemido.

O som da voz dela apenas o estimulou ainda mais, fazendo com que o seu desejo incontrolável transbordasse.

Uma noite de sexo avassaladora e arrebatadora.

Era como se Sebastião quisesse esmagar aquele corpo delicado e fundi-lo ao seu próprio.

Quando terminou.

Sebastião acendeu um cigarro. Após o seu corpo e mente encontrarem liberação, um sentimento indescritível de satisfação tomou conta de seu coração.

Luana não quis correr para o banheiro para se lavar imediatamente, como costumava fazer antes.

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