Dante observou o estado furioso de Sebastião e sorriu, mantendo a calma:
— O que foi? Ela não deixa você tocá-la?
Com a voz rouca e o rosto carregado de frustração, Sebastião expôs os crimes de Luana:
— Não. Ela vive suspeitando de mim o dia inteiro. Não posso falar com mulher nenhuma. Se eu falo, ela diz que a mulher está interessada em mim. Troquei meus assistentes para homens e as melhores gerentes da empresa foram embora. Eu posso engolir tudo isso. O pior é que ela não confia em mim. Tudo o que eu faço, ela questiona.
Tudo parecia estar dentro das expectativas de Dante, que não demonstrou a menor surpresa:
— Eu já tinha lhe dado o aviso antes. Você me prometeu que seria paciente. Olha quanto tempo durou. Então, Sebastião, qual é a profundidade do seu amor por ela? Esse amor é forte o suficiente para sustentá-lo até tirá-la desse poço de cinzas e alcançarem uma vida feliz?
Sebastião passou a mão pelos cabelos. Seu coração caótico começou a se acalmar. Ele puxou uma cadeira, sentou-se de frente para Dante e exigiu:
— Tem cigarro? Me dê um.
Dante abriu a gaveta, tirou um maço e jogou para ele:
— Confisquei de um paciente ontem.
Sebastião pegou o maço, tirou um cigarro e o colocou entre os lábios. Quando ia acender, bateram na porta. Um paciente estava impaciente e começara a apressar Dante.
Sebastião foi obrigado a se levantar. Saiu do consultório com o cigarro na mão e caminhou ereto até a área de fumantes. Por onde passava, atraía os olhares predatórios do sexo oposto.
Sebastião era um astro nato, puro magnetismo e testosterona ambulante.
Mas ele não tinha cabeça para isso. Agora, sua mente inteira trabalhava em como conseguir a cura para Luana.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
Por favor, libera mais capítulos!...