Entrar Via

Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 575

Sabendo o abismo letal que aguardava a sua carne e espírito, uma neblina escura de pânico irracional cobriu os escombros vazios na mente de Luana.

— Relaxe. A sua recusa covarde exala repulsa, Luana.

Atritado contra a frieza rígida dos muros de tensão sob o próprio corpo, uma pérola ácida de fervor ferveu na fisionomia de Sebastião, minando o ápice no topo do nariz; a rigidez opressora dela esmagava as suas próprias amarras da carne num desespero latejante.

Ela enterrou a coroa frágil, derramada pelos impactos autoritários num sussurro estilhaçado:

— Eu sou apenas um espaço branco... Sem desespero...

O açoite impiedoso mutilou os dois como castigo indescritível.

As garras em Luana despedaçaram a espinha inteira em aflição de asfixia, logo, empurrando o rei num precipício contido à margem da insanidade destruidora.

Flagrando os pulmões fervescentes despejarem torrentes agressivas pelo escuro, a face letal banhada nas lavas da dominação falha de possuí-la... Ela aprumou a espinha frouxa e emitiu farpas na respiração letal:

— O senhor comande... o ímpeto recomeçará.

Sebastião arrastou espinhos do fundo para a artilharia carnal e cobriu sobre o sacrifício alvo; no entanto, esmagados no caos doloroso, o fim afogou as promessas, despencando os muros glorificados contra o abismo na poeira.

Uma amarra dilacerada corrompeu o aspecto dominador do imperador pela negação; as fendas colaterais saltaram assustadoramente sobre as têmporas agressivas; os tremores doentios esmagaram Luana e sufocaram seus gritos perdidos nas mãos; a confissão desmoronou nua de alma no precipício vazio:

— Eu sou as ruínas sem nomes. Era farto no ontem e agora apenas morremos asfixiados nas algemas. Sebastião, a fobia destituiu do corpo tudo que você um dia se apossou impiedoso.

O pilar letal da soberania emitiu ruídos raivosos e colossais por debaixo dos dentes triturados nas paredes das veias ameaçadoras no escuro altivo. Reuniu as couraças e arrancou pela fúria de feras até aos blocos gelados com a água pesada num ribombar das trancas explodidas do banheiro.

A vibração impiedosa afundou cada tremor sobre o eco nas costelas da fragilizada Luana.

A barreira derramava quedas furiosas da cachoeira enclausurada.

A tortura estranguladora corrompeu pelo espaço dos próximos lutos num ponteiro infernal de dez torturas infindas até que os cadeados foram quebrados na umidade mortal de Sebastião.

A névoa cortante rasgada dos pólos desceu e fatiou o gelo letal sobre Luana impetuosamente.

Observou os rochedos impenetráveis dos vincos esbranquiçados contornando fúria no queixo superior; a morte nos maxilares azuis triturava os últimos fôlegos num golpe irreparável na caixa desprotegida da refém submissa na imobilidade amarrada do seu nada.

Os coturnos possessivos esmagaram a superfície gélida buscando mortalhas intocáveis para a capa blindada nas indumentárias cruéis.

Luana ambicionava rastejar a humilhação do perdão inútil contra a fúria altiva daquela sombra imponente, mas a mínima movimentação desenterraria de novo os resíduos incandescentes em carnificina dos desejos asfixiados.

— O rugido destrói o ar. As garras falharam em fincar e degolaram o apetite do altar vazio, soberano?

O olhar inexpressivo virou escuridão insaciável de morte impiedosa:

— Traga escórias importantes ou corto os cordões das pulsações agora.

Dante esparramou a fuga afoita sobre os ruídos gélidos e possessivos na fúria intocável:

— Estanca as guilhotinas cruéis. É a morte exposta que narro aqui; Luana impediu as invasões da coroa possessiva nesse seu poço, estou mentindo?

Os dedos do impiedoso homem afundavam nos gatilhos da destruição da fala, enquanto o desespero aflorou a salivação atordoada por baixo da distância sombria:

— A sentença de minha língua rasga as maldições obscuras nas correntes. Se o acesso à posse submissa bloqueou na estaca letal, pare de vomitar fogo sobre o pescoço dela nos seus feitiços cruéis; são as drogas infames que devastaram o castelo nela numa mutação de podridão incontrolável. Lembra o altar quebrado da sua avó arruinando as garras de Dona Eulália no genocídio fúnebre? A brutalidade do mesmo império cruel asfixiador e as mortes sombrias nas camas frias para que nunca mais tocasse nela... O teu avô despencou nos cemitérios sem garras, aprisionando o luto contra sua avó sob o ódio eterno imperdoável...

Paralisou o fio de voz por sobre a navalha mortal cravada e escorregou o açoite no ouvido do lobo furioso no trono:

— Atravessamos lutos nesses ventos sombrios e reprimi tudo pra que você não perdesse o chão com os golpes covardes mortais nas muralhas do seu teto invencível de vidro. Todavia, percebi a neblina dos vermes das drogas enjaulada nas trincheiras e entranhas de Luana que despertariam numa repulsa destruidora da carne e, consequentemente, rasguei o sigilo sobre as condenações imaturas pra relatar perante ti a miséria letal imposta a vocês.

A interrupção nos calvários espantou o cemitério irrefreável na destruição, do contrário, a prepotência de Sebastião degolaria a insignificante fragilidade intocável perante abismos inescrupulosos do seu altar opressor sobre a escrava Luana em calúnias.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais