Sabendo o abismo letal que aguardava a sua carne e espírito, uma neblina escura de pânico irracional cobriu os escombros vazios na mente de Luana.
— Relaxe. A sua recusa covarde exala repulsa, Luana.
Atritado contra a frieza rígida dos muros de tensão sob o próprio corpo, uma pérola ácida de fervor ferveu na fisionomia de Sebastião, minando o ápice no topo do nariz; a rigidez opressora dela esmagava as suas próprias amarras da carne num desespero latejante.
Ela enterrou a coroa frágil, derramada pelos impactos autoritários num sussurro estilhaçado:
— Eu sou apenas um espaço branco... Sem desespero...
O açoite impiedoso mutilou os dois como castigo indescritível.
As garras em Luana despedaçaram a espinha inteira em aflição de asfixia, logo, empurrando o rei num precipício contido à margem da insanidade destruidora.
Flagrando os pulmões fervescentes despejarem torrentes agressivas pelo escuro, a face letal banhada nas lavas da dominação falha de possuí-la... Ela aprumou a espinha frouxa e emitiu farpas na respiração letal:
— O senhor comande... o ímpeto recomeçará.
Sebastião arrastou espinhos do fundo para a artilharia carnal e cobriu sobre o sacrifício alvo; no entanto, esmagados no caos doloroso, o fim afogou as promessas, despencando os muros glorificados contra o abismo na poeira.
Uma amarra dilacerada corrompeu o aspecto dominador do imperador pela negação; as fendas colaterais saltaram assustadoramente sobre as têmporas agressivas; os tremores doentios esmagaram Luana e sufocaram seus gritos perdidos nas mãos; a confissão desmoronou nua de alma no precipício vazio:
— Eu sou as ruínas sem nomes. Era farto no ontem e agora apenas morremos asfixiados nas algemas. Sebastião, a fobia destituiu do corpo tudo que você um dia se apossou impiedoso.
O pilar letal da soberania emitiu ruídos raivosos e colossais por debaixo dos dentes triturados nas paredes das veias ameaçadoras no escuro altivo. Reuniu as couraças e arrancou pela fúria de feras até aos blocos gelados com a água pesada num ribombar das trancas explodidas do banheiro.
A vibração impiedosa afundou cada tremor sobre o eco nas costelas da fragilizada Luana.
A barreira derramava quedas furiosas da cachoeira enclausurada.
A tortura estranguladora corrompeu pelo espaço dos próximos lutos num ponteiro infernal de dez torturas infindas até que os cadeados foram quebrados na umidade mortal de Sebastião.
A névoa cortante rasgada dos pólos desceu e fatiou o gelo letal sobre Luana impetuosamente.
Observou os rochedos impenetráveis dos vincos esbranquiçados contornando fúria no queixo superior; a morte nos maxilares azuis triturava os últimos fôlegos num golpe irreparável na caixa desprotegida da refém submissa na imobilidade amarrada do seu nada.
Os coturnos possessivos esmagaram a superfície gélida buscando mortalhas intocáveis para a capa blindada nas indumentárias cruéis.
Luana ambicionava rastejar a humilhação do perdão inútil contra a fúria altiva daquela sombra imponente, mas a mínima movimentação desenterraria de novo os resíduos incandescentes em carnificina dos desejos asfixiados.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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