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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 97

Luana perguntou:

— Namorada?

— Não.

Nuno jamais admitiria.

Bianca Rodrigues era uma amizade colorida, amante, parceira de cama... enfim, tudo menos namorada.

Ele não ousava contar a Luana que, depois de perder o contato com ela, foi a um bar e encheu a cara.

Bianca surgiu de algum lugar e, na luz fraca, movido pela confusão e pelo álcool, eles acabaram na cama.

Depois daquela noite, Bianca passou a procurá-lo todos os dias.

Ele foi claro com ela: não podia oferecer futuro algum e jamais se casaria com ela.

Bianca disse que só queria prazer, não amor.

Sempre que faziam aquilo, ele tomava precauções. De onde veio essa criança?

Nuno estava com a cabeça fervendo.

Ele afrouxou a gravata, sem clima para conversar com Luana.

— Tenho um assunto urgente para resolver — disse ele.

E então, Nuno foi embora.

Do lado de fora do Residencial Jardins, sob a sombra das árvores, um Porsche Cayenne estava estacionado.

Sebastião estava dentro do carro, fumando.

Ao ver Nuno sair da mansão e arrancar com o carro, as sobrancelhas de Sebastião se uniram em um nó apertado.

Seu olhar era frio e cortante.

Quando Sebastião chegou, reconheceu o carro de Nuno parado na porta.

Ele deu ré e estacionou do outro lado da rua.

Depois de desligar o motor, ligou para Bianca.

Pouco tempo depois, Nuno saiu.

Bianca nunca o decepcionava.

Sebastião apagou o cigarro e ligou o carro novamente.

O Cayenne preto saiu da sombra das árvores, fez o retorno cem metros à frente e voltou rapidamente, entrando pelo portão do Residencial Jardins.

Assim que estacionou, Benito ligou:

— Sr. Sebastião, Vasco pegou emprestado o avião de Marcelo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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