Um ano depois – Maio de 2027
O apartamento no 28º andar do novo prédio em Pinheiros tinha uma vista de tirar o fôlego. Da varanda era possível ver a Avenida Paulista inteira se estendendo como um rio de luzes, o Obelisco do Ibirapuera ao longe, e, nas noites mais claras, até um pedaço da Marginal Pinheiros. Era o lar que Robert e Mariana haviam escolhido juntos depois que ele oficialmente deixou o cargo de diretoria e abriu sua própria consultoria de fusões e aquisições.
Um ano havia se passado desde a crise que quase os separou.
Um ano de amor, brigas bobas, reconciliações intensas, viagens pelo Brasil, noites de vinho e risadas, e muito, muito sexo.
Mariana havia sido promovida a Gerente de Riscos Estratégicos. Robert estava feliz com sua consultoria, trabalhando com vários bancos e empresas. Eles haviam adotado um cachorro vira-lata chamado Lucas (em homenagem irônica ao ex de Mariana) e Nina agora reinava como rainha absoluta da casa.
Mas aquela noite era especial.
Era o aniversário de um ano do dia em que decidiram assumir o relacionamento abertamente. E eles decidiram voltar ao lugar onde tudo havia começado de forma proibida.
O mesmo rooftop do Edifício Plateau, na Avenida Paulista.
Dessa vez, não precisavam se esconder.
A festa corporativa havia terminado há quase uma hora. A maioria dos convidados já havia ido embora. Apenas alguns poucos executivos ainda conversavam no bar do outro lado do terraço. Robert e Mariana escaparam para o mesmo canto escuro de um ano atrás — agora sem medo, sem paranoia, sem a adrenalina do proibido.
Mariana usava um vestido longo vermelho-escuro, com fenda alta na coxa e um decote profundo nas costas. Sem calcinha. Novamente.
Robert se aproximou por trás, pressionando o corpo contra o dela. O vento suave da noite de maio bagunçava o cabelo dele.
— Um ano — murmurou ele contra o ouvido dela, as mãos descendo pela curva de sua cintura. — Um ano desde que te fodi aqui, com medo de sermos vistos.
Mariana inclinou a cabeça para trás, encostando-a no ombro dele.
— E agora eu quero que você me foda aqui de novo. Mas dessa vez sem medo. Quero que o mundo inteiro veja o quanto eu sou sua.
Robert não esperou mais.
Ele levantou o vestido vermelho até a cintura dela, expondo a bunda perfeita e a buceta já molhada. Abriu o zíper da calça social e tirou o pau grosso, duro como pedra. Esfregou a cabeça entre os lábios dela, lubrificando-se com sua excitação, e a penetrou com uma estocada firme e profunda.
Mariana soltou um gemido alto, segurando o parapeito de vidro com as duas mãos. A vista era a mesma de um ano atrás — a Avenida Paulista brilhando como um tapete infinito de luzes, prédios acesos, helicópteros cruzando o céu noturno.
Mas tudo era diferente agora.
Robert começou a fodê-la com força. Estocadas profundas, ritmadas, possessivas. Suas mãos seguravam os quadris dela com firmeza enquanto ele metia, o som molhado de pele contra pele ecoando no canto escuro do rooftop.

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