A varanda ainda guardava o calor residual do dia, mas dentro do penthouse o ar-condicionado mantinha o ambiente fresco. Eram quase nove da noite. Lucas e Theo estavam acomodados no enorme sofá de couro da sala de estar, as luzes apagadas exceto pelo brilho suave da televisão. Um thriller de ação passava na tela, mas nenhum dos dois prestava muita atenção.
Theo estava recostado contra o peito largo de Lucas, as pernas esticadas sobre o sofá. Usava uma das camisetas novas — preta, macia — e uma calça de moletom fina. Lucas vestia apenas uma calça de algodão cinza e estava sem camisa, o braço direito envolto possessivamente ao redor da cintura do omega. Os dias de convivência haviam criado uma intimidade perigosa. Toques casuais que duravam segundos a mais. Olhares que queimavam.
Tudo estava calmo até que não estava mais.
Theo sentiu primeiro um calor súbito subir pela espinha, como lava líquida. Ele se mexeu inquieto, tentando ignorar. Mas o segundo onda veio mais forte. Sua pele ficou sensível, os mamilos endurecendo contra o tecido da camiseta. Entre as pernas, um latejar úmido começou, acompanhado de um cheiro doce e intenso de baunilha madura inundando a sala.
— Ah... — gemeu baixinho, contorcendo-se contra o corpo de Lucas.
Lucas congelou. Seu nariz captou o cheiro imediatamente. O alfa dentro dele rugiu.
— Theo? — perguntou, a voz já rouca.
— Voltou... o calor... mais forte dessa vez — murmurou Theo, a respiração acelerando. Ele se arqueou involuntariamente, o quadril pressionando contra a coxa de Lucas. Um gemido escapou de seus lábios entreabertos.
Lucas cerrou o maxilar, o braço ao redor da cintura do omega apertando ligeiramente. Seu próprio cheiro de sândalo escuro engrossou no ar, dominante e respondendo ao chamado.
— Respira. Eu estou aqui.
Mas Theo não conseguia ficar quieto. O calor o consumia rápido, fazendo suas coxas tremerem. Ele virou o rosto, escondendo-o no pescoço de Lucas, inalando profundamente o cheiro do alfa.
— Lucas... tá doendo...
Foi o limite.
Lucas desligou a TV com o controle remoto. O silêncio caiu, quebrado apenas pela respiração pesada dos dois. Ele segurou o queixo de Theo com firmeza e ergueu seu rosto.
— Olha pra mim.
Os olhos verdes de Theo estavam vidrados de desejo e necessidade. Lucas não aguentou mais.
Seus lábios se encontraram com urgência. O beijo foi faminto, quase desesperado. Lucas devorou a boca do omega, a língua invadindo, explorando, dominando. Theo gemeu alto contra ele, as mãos subindo para os ombros largos do alfa, cravando as unhas na pele quente.
— Lucas... — sussurrou Theo entre beijos, a voz quebrada.
Lucas o puxou para o colo com facilidade, as mãos grandes segurando sua cintura. Theo montou nele, os joelhos afundando no sofá dos lados de seus quadris. Os beijos ficaram mais molhados, mais urgentes. Lucas desceu a boca para o pescoço de Theo, lambendo e chupando a pele sensível, deixando marcas vermelhas.
— Você cheira tão doce... tão pronto pra mim — rosnou Lucas contra sua garganta, a voz carregada de alfa.
Theo tremeu, o quadril se movendo instintivamente, roçando contra a ereção grossa que já pulsava dentro da calça de Lucas.
— Por favor... eu preciso de você...
Lucas se levantou do sofá carregando Theo no colo como se ele não pesasse nada. Caminhou até o quarto principal, o dele, as bocas ainda coladas. Deitou o omega na enorme cama king-size com reverência, mesmo com o desejo queimando em suas veias.
Ele tirou a camiseta de Theo devagar, revelando o torso esguio, pele clara brilhando de suor. Beijou cada centímetro: clavícula, peito, mamilos sensíveis. Theo arqueou as costas, gemendo quando Lucas chupou um mamilo com força, a língua girando devagar.
— Calma... — murmurou Lucas, mesmo que seu próprio corpo tremesse de contenção. — Eu vou cuidar de você. Devagar.
Tirou a calça de moletom de Theo junto com a cueca. O omega estava completamente molhado, brilhando de excitação, o cheiro de baunilha agora insuportavelmente doce. Lucas passou a mão grande pela coxa interna, subindo devagar até tocar o centro pulsante.
Theo soltou um grito abafado de prazer quando um dedo grosso o penetrou facilmente.
— Tão molhado pra mim... — sussurrou Lucas, admirado. Ele adicionou um segundo dedo, abrindo-o com cuidado, curvando-os para acertar o ponto que fez Theo ver estrelas.
— Lucas... mais... — implorou Theo, as mãos agarrando os lençóis.
Lucas se livrou da própria calça. Seu membro era grosso, longo, a cabeça já molhada e o nó na base inchado, pulsando. Theo olhou para ele com uma mistura de desejo e leve medo.

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