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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 224

Falar sobre isso foi como jogar álcool no fogo. O rosto enrugado de Tom ficou vermelho de raiva, e ele apontou o dedo para Dona Beatriz, vociferando cheio de ódio:

— E você ainda defende aquele animal! Não acredito que você não soubesse de todas as atrocidades que ele cometeu nesses últimos anos! Eu estive ocupado com o trabalho e não tive tempo de controlá-lo ou investigar o que ele andava aprontando às escondidas. Mas você... Você sabia muito bem o que ele fazia e ainda o acobertava! Aquela velha história de que mãe coruja só cria filho ruim... Ele chegou a esse ponto por pura consequência das próprias escolhas!

Diante disso, Dona Beatriz ficou estarrecida.

Ela, de fato, havia sido conivente com as atitudes de Caio Belfort durante todos aqueles anos. Como a saúde dele fora frágil na infância, pensava que, contanto que ele não passasse muito dos limites, sua função era apenas protegê-lo.

Isso não era passar dos limites, certo?

Ela se recusou a aceitar:

— Não me importo, jamais vou abrir mão do caso do Caio! Você é o pai dele, o pai de sangue! Tem que dar um jeito de cuidar disso!

Ao ver a teimosia cega dela, Tom gritou furioso:

— Cuidar disso?! Como diabos eu vou cuidar disso?! As sujeiras que ele fez, as merdas que a Clara fez, tudo já foi desenterrado! Se isso chegar ao tribunal, posso dar adeus à minha carreira!

Clara ficou em choque, abaixando a cabeça aterrorizada...

O rosto de Dona Beatriz também empalideceu, e ela não conseguiu dizer mais nada. Acabou desabando no chão, murmurando em choque:

— É tão grave assim...? Então o resto da vida do meu filho vai ser jogado no lixo assim, por nada...?

Tom olhou para as duas com uma decepção avassaladora, soltando um longo e pesado suspiro.

Cristiano permaneceu ao lado, assistindo a tudo em silêncio por um instante. Ele deu um sorriso sarcástico de canto de boca, avisou a Tom e foi embora.

Assim que a porta se fechou, prantos dilacerantes e suspiros lúgubres ecoaram pelo ambiente.

— ...

O rosto de Cristiano não esboçava reação alguma enquanto caminhava pelo pátio da mansão até o Maybach, onde instruiu Caio Faria a conduzi-lo de volta à delegacia.

Caio Faria espiou pelo retrovisor e, notando a calma do chefe, concluiu que a missão havia sido bem-sucedida. Começou a dirigir, mas acabou deixando escapar uma informação a mais:

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