Meia hora depois, em Baía Serena.
Wilson entrou puxando Renata pela mão.
Dona Josefa estava ocupada na sala de estar. Ao ver que os dois haviam voltado, ela os cumprimentou, com agradável surpresa:
— Patrãozinho, Srta. Rocha, vocês voltaram! Estão com fome? Querem que eu prepare uma ceia?
Por mais que Renata e Wilson tivessem brigado, ela jamais descontaria em Dona Josefa.
Ela respondeu, em tom suave:
— Não precisa, Dona Josefa, eu já comi. Pode ir descansar!
— Ah... está bem, então.
Wilson lançou um olhar para Renata. Com os outros ela conseguia ser meiga e gentil!
Ele bufou e a levou para o quarto principal no andar de cima. Assim que entraram, ele a prensou na área da entrada, com o corpo colado ao dela, sussurrando:
— Renata, eu não amo a Sabrina. A ajudei porque eu não tive escolha! Acredita em mim... tá?
Renata desviou o corpo para fugir da respiração ardente dele. Ao ouvir isso, seu pequeno rosto permaneceu indiferente, chegando a fazer considerações por ele.
— Se você não tem escolha, então você tem mais motivos para cuidar dela direitinho! Eu entendo!
O rosto de Wilson escureceu, e ele sentiu vontade de dar uma mordida na boca dela, só para provar do que era feita para ser tão dura!
— Tem mesmo que ser tão hostil comigo?
O olhar de Renata congelou:
— Foi você que me deu a oportunidade de ser hostil!
Após dizer isso, ela o empurrou, foi até o closet e puxou as malas para começar a arrumar suas coisas.
Wilson, que também tinha o seu orgulho, estava farto de ser rejeitado repetidas vezes. Ele puxou a carteira de cigarros do bolso com a intenção de fumar um.
De repente, viu, de longe, que ela estava arrumando as coisas no closet, parecendo pronta para se mudar de vez. Suas sobrancelhas se franziram instantaneamente.
Ele jogou o cigarro no chão, andou a passos largos até lá, puxou-a do chão, a empurrou para o sofá e subiu em cima dela.
Ele esbravejou:
— Renata, eu já disse que não concordei com o término!
Aquela posição era humilhante demais.
O pequeno rosto de Renata empalideceu e o pânico tomou conta dela, fazendo com que suas pequenas mãos Tateassem freneticamente em busca de qualquer coisa pesada ao redor.
Finalmente, ela alcançou uma caixa de organização na mesinha ao lado. Segurando-a com toda a força, ela bateu com ela direto na cabeça dele!
Com um som abafado...
O mundo pareceu silenciar naquele instante.
Wilson paralisou seus movimentos em cima dela. Ele levantou a cabeça de seu pescoço para encará-la, o olhar ligeiramente sombrio. Aquela pancada tinha atingido a lateral da sua testa e sangrava muito. Era uma imagem assustadora.
Ao longo de todos esses anos, ninguém nunca tivera a coragem de desafiá-lo tantas vezes daquele jeito!
Com o pequeno rosto pálido, Renata soltou o que segurava e engoliu em seco para encará-lo.
— Me solta, eu não quero ficar assim com você...
Aquelas palavras incendiaram de vez a fúria de Wilson. Ele apertou as bochechas dela sem nenhum pingo de compaixão, deixando marcas roxas.
Renata choramingava de dor.
Wilson abaixou o rosto para beijar o pequeno nariz vermelho dela. De forma muito gentil, mas com uma voz tão fria como o gelo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...