Mesmo assim, ela ligou a lanterna e foi até o parque procurar os gatos. Como não os encontrou, subiu para casa.
Ao entrar, preocupada com os filhotes, trocou os sapatos enquanto refletia sobre a situação.
Nesse exato momento,
um som de arranhões surgiu de repente na porta atrás dela. Prestando atenção, parecia haver também o miado de um gatinho.
Renata piscou, surpresa, e virou-se desconfiada para abrir a porta e verificar.
Assim que abriu, viu um gatinho branco, bem pequeno. Assustado com a estranha, mantinha os grandes olhos azuis escancarados, olhando-a desamparado enquanto miava. Era adorável.
— Ah, quem deixou você aqui?
O coração de Renata derreteu. Ela olhou ao redor, mas, como não viu ninguém, abaixou-se e o pegou nos braços. Ao acariciar a cabecinha dele, acabou notando acidentalmente uma corrente em seu pescoço.
Era uma corrente com uma safira, muito delicada e que claramente custava uma fortuna.
O olhar de Renata travou. Ela começou a desconfiar de algo e voltou a observar o gatinho miando em seus braços. Olhando de perto, o pequeno se parecia muito com a gata branca de rua do parque.
De imediato, aquela suspeita tornou-se mais clara em sua mente.
O gatinho não poderia ter chegado à sua casa sozinho. Alguém precisava tê-lo trazido.
Mas quem?
Os olhos de Renata escureceram. Ela acariciou a cabeça do felino e desceu as escadas.
Como esperado, assim que passou pela porta principal, viu o homem encostado na carroceria de um Maybach a poucos passos dali.
Wilson vestia um sobretudo preto que realçava sua postura ereta. Naquela noite fria, ele parecia distante, mas extremamente nobre.
Ele também a encarava. Seus olhos, escuros como tinta, carregavam um traço de ternura incrivelmente cativante.
Era como se soubesse que ela desceria com certeza, por isso estava lá esperando.
Renata franziu a testa. Ela não gostava daquela insistência.
Ela se aproximou segurando o animal e, por mais que tivesse adorado o bichinho, entregou-o de volta ao homem.
— Fique com o gato. Já que você os salvou, então cuide bem deles. Não venha trazê-los para mim, nós já terminamos!
Ela não queria perguntar como ele descobriu que andava cuidando daqueles gatos. Talvez a tivesse seguido em algum dia e acabou vendo.
Não seria a primeira vez que ele usava esses métodos de perseguição.
Mas, no fundo, ficou bastante surpresa. Nunca imaginou que ele estaria disposto a gastar tempo procurando aqueles filhotes para ela.
Isso sim era novidade!
O coração de Renata apertou com amargura. Ela cortou os próprios pensamentos rapidamente, sem querer se aprofundar naquilo, e virou as costas para ir embora.
Vendo a atitude dela, Wilson, que segurava o gatinho com a mão direita, usou a esquerda para puxar levemente o pulso de Renata, atraindo-a para seus braços com uma mistura de gentileza e força.
Ele observou as feições distantes e gélidas da mulher com um olhar profundo.
— Lembro que você sempre gostou de gatos, antigamente vivia alimentando os animais de rua — disse ele, sem responder diretamente à sua fala.
Ao ouvir sobre o passado,

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