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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 312

Wilson ficou de pé lá embaixo por um tempo. Apenas quando viu a luz do quarto de Renata acender lá em cima, voltou ao carro e colocou os filhotes no banco do passageiro.

Os três gatinhos se aconchegaram juntos, parecendo macios e fofinhos. Talvez por estarem sendo cuidados por ele, não sentiam medo, miando em sua direção e amolecendo o coração de qualquer um.

Wilson deu uma olhada, pegou o celular, tirou uma foto e enviou para Renata:

[Renatinha, agora toda vez que vejo esses pequenos, lembro de você. Nesses últimos dias, eu te decepcionei e fiz com que você deixasse de depender de mim, de confiar em mim, de se aproximar de mim... Me dê a chance de te reconquistar, por favor?]

Depois de enviar, ele esperou pacientemente por um momento. Sem receber resposta, deu a partida e foi embora.

O luxuoso Bentley deixou a vaga de estacionamento, passando de raspão pelo Maybach que estava oculto na escuridão da noite.

Dentro do veículo,

Cristiano Jardim recostava-se no banco, com os olhos fixos na frente. Suas feições profundas exibiam um semblante sombrio e indecifrável.

Desde aquele dia no local da competição, quando falhou em fazer Renata assistir àquele vídeo, ele vinha procurando constantemente por uma nova oportunidade.

Nesses últimos dias, sempre que tinha tempo livre, ia vê-la, tentando forçar um encontro casual.

Infelizmente... parecia que os céus estavam pregando uma peça nele, sem lhe conceder a menor brecha.

Cristiano fechou os olhos, recostando-se no banco com certo abatimento. Ele pegou o celular, abriu a tela de conversa com Renata e seus dedos começaram a digitar e apagar mensagens repetidamente no teclado.

Havia tantas coisas que queria dizer a ela.

Mas, no fim das contas, não conseguia enviar uma única palavra.

Se avançasse demais, temia que ela não se adaptasse, que o rejeitasse ou tivesse uma crise nervosa. Para alguém com amnésia recuperar a memória, o maior tabu era justamente provocar estresse excessivo.

Se recuasse, não se daria por satisfeito.

Diante desse dilema de não poder avançar nem recuar, sua única opção era buscar um ponto de equilíbrio no meio disso tudo e aguentar firme.

[Eu continuo esperando por você. Olha para mim, por favor?]

Por fim, apagou tudo.

...

Renata não fazia a menor ideia de tudo isso.

Mas ela viu a mensagem enviada por Wilson.

Após ler, permaneceu em silêncio por um longo tempo, com o coração cada vez mais pesado. Seu nariz ardeu um pouco, afinal, sentia uma profunda tristeza por si mesma, pela jovem que suportara tantas injustiças no passado.

Aquela noite, sem dúvidas, seria difícil de dormir.

Ao acordar no dia seguinte, Renata ainda se sentia um tanto aérea. Seus olhos estavam um pouco inchados, como se tivesse chorado.

Na verdade, ela realmente havia chorado. Depois de pegar no sono na segunda metade da noite, teve muitos sonhos.

Ora surgiam imagens recentes, de quando ele a abandonou para ajudar Sabrina Silveira.

Ora voltava para o presente, com ele buscando reconquistá-la pacientemente.

Isso a deixava completamente desnorteada!

mas o coração de Renata perdeu o compasso por um instante.

Desconfortável, ela prendeu a respiração e desviou o olhar.

— Na verdade, você não precisa fazer isso. Mesmo sabendo que eu viria, não precisava descer para me receber, nós já terminamos...

Antes que ela terminasse a frase,

o homem de repente beliscou sua cintura de leve, mas com firmeza suficiente. A ação provocou um formigamento, transmitindo certa dose de descontentamento misturada a um tom dominador.

— Você está tentando me irritar de propósito, não é? Fiz isso simplesmente porque queria ficar mais perto de você, passar um tempo juntos... — sussurrou ele, próximo ao seu ouvido.

O corpo de Renata se arrepiou todo, como se tivesse levado um leve choque, e ela estremeceu suavemente.

Atrapalhada e com as orelhas vermelhas, ela ergueu os olhos e lançou-lhe um olhar de reprovação. Mas, por causa dos estranhos presentes no elevador, sentiu vergonha de dizer qualquer coisa e apenas contorceu a cintura, tentando escapar das mãos dele.

Wilson fitou as orelhas vermelhas dela e puxou os cantos dos lábios, mantendo seu braço em volta dela, sem soltá-la.

O rosto de Renata corou e só quando chegaram à enfermaria foi que o calor em suas bochechas começou a diminuir.

A avó notou que havia algo de errado e perguntou, preocupada: — Por que seu rosto está um pouco vermelho? Você não está se sentindo bem?

Enquanto falava, virou a cabeça e lançou um olhar irritado para Wilson: — Você andou tratando a menina mal?

Wilson ergueu as sobrancelhas e olhou para Renata com um sorriso no rosto.

Renata sentiu-se completamente sem jeito. Ela tocou o próprio rosto, desejando que um buraco se abrisse no chão para se esconder: — ...Não é nada disso, avó. Eu só estou com calor.

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