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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 117

"Otto"

Eu bati a porta do meu carro com tanta força que o estrondo ecoou pelas ruas daquele bairro medíocre. Eu estava cercado de incompetentes, nenhum deles conseguia levar a cabo uma coisinha estúpida e fácil de fazer. Eu caminhei até o portão da casa dos Camargo com o meu sangue fervendo de ódio pelo fracasso daquela gentalha. A Valentina havia conseguido reverter a situação em seu favor de novo.

- Eu estou te esperando há dois dias, Otto! Dois dias! - A Agatha me esperava na porta, batendo o pé como se eu fosse o culpado pela incompetência dela.

- Eu não sou seu funcionário, para vir quando você chama. - Eu devolvi. - Além do mais, o que você queria, que a imprensa me flagrasse aqui, na sua casa?! Parece que não pensa Agatha!

Eu entrei e dei de cara com o Aroldo e a Marli, sentados no sofá, com os rostos deformados pela humilhação pública e pelo medo da falência. O Aroldo olhou para mim como se eu fosse o "Santo Graal". Eu começava a me arrepender de ter dado dinheiro para essa gente.

- Vocês são uns idiotas incompetentes! Um bando de estúpido que não consegue executar um plano simples sem passar recibo de trouxa! Roubar de uma criança órfã, Aroldo?! Isso é pior que roubar da própria mãe. - Eu falei e me sentei na poltrona.

- A culpa não foi nossa, Otto! - O Aroldo gaguejou. - Eu não podia prever que a minha própria mãe ia se virar contra mim!

- Não podia imaginar... - Eu ri da completa falta de noção daquele sujeito. - Ô, idiota, você roubou a sua mãe e a atirou numa lata de lixo! O que você esperava? Bolinho caseiro e beijinhos? Estúpido!

- Não precisa ofender, Otto! - O Aroldo me encarou com certo ar de advertência.

- É tudo culpa daquela piranha gorda! - A Marli falou histérica, as narinas dilatadas. - De onde a Valentina tirou aqueles documentos? Como ela conseguiu desenterrar aquilo? Agora estão todos contra nós! Estão falando coisas horríveis sobre nós na internet! E nós estamos ameaçados de perder a casa.

- Vocês estão subestimando o Murilo Dornelles. Ele não entra para perder. Aquilo tudo foi obra dele. E podem ter certeza de que ele vai conseguir tudo o que é da Valentina de volta.

A Agatha correu até mim, os olhos injetados brilhando de recalque e ganância pelo o sucesso da prima.

- Eu fui humilhada em público, Otto! Eu sou bonita, magra, o meu cabelo é mil vezes melhor do que o daquela ordinária gorda, mas a internet inteira está me chamando de mentirosa invejosa! - A garota esbravejou de forma histérica, limpando o nariz nas costas da mão. Um nojo!

- Ah, tadinha de você, Agatha! Como é difícil ouvir a verdade! - Eu debochei e ela me deu um empurrão no ombro, me fazendo rir.

- Eu não tenho inveja da Valengorda. Eu estou furiosa com ela, porque era para o Dante ser meu! MEU! - Ela gritou irritada.

- Mas não foi a sua escolinha de dança que ele derrubou. - Eu debochei só para irritá-la mais e funcionou. - Agora chega de reclamações, coisa chata! Vocês perdem tempo demais reclamando. Parem e pensem um pouquinho. Aroldo, por que você tinha a curatela da sua mãe, que agora é daquela dançarina de cabaré?

Capítulo 117: Quem dá as cartas 1

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