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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 131

"Dante"

Eu fui até a Valentina, joguei o seu telefone de lado e sem dar tempo para reclamação cobrei o meu beijo de bom dia. Eu precisei de um esforço enorme para me afastar um pouco dela e interromper o que aquele beijo causou. O suspiro pesado dela me disse tudo, eu estava me afastando de novo e ela não estava satisfeita.

- Fala, Dante Montenegro! O que é tão importante para você querer conversar algo sério antes do café da manhã?

- Valentina Montenegro, eu sei que nós estamos nos controlando há alguns meses com esses beijos indecentes que a senhora me dá e...

- Ah! Eu te dou beijos indecentes? A cara do cidadão nem queima! - Ela bufou e finalmente escancarou a sua frustração. - Sabe, Dante, você é um grande cínico. Quando não podia fazer certas coisas ficava aí me provocando o tempo inteiro, agora que o médico liberou foge de mim como o diabo foge da cruz.

- Você tem um jeito peculiar de ver as coisas. - Eu comecei a rir. - Mas você está enganada, eu não estou fugindo de você.

Eu me sentei em frente a ela, espelhando a sua posição, espalmei as minhas mãos em suas pernas e fixei os meus olhos direto nos seus.

- Eu não quero sair desse quarto sem acertar certos pontos com você, Encrenca… - Eu pronunciei devagar, para que ela prestasse atenção no que eu estava dizendo. - Eu sei que essa cabecinha já está cheia de pensamentos indóceis sobre o motivo de eu não ter... consumado o nosso casamento como se deve, mesmo depois que os médicos me liberaram.

- Dante, esquece! Esse casamento nem deveria ser consumado. Aliás, está lá no contrato em letras grandes: "sem contato físico". As coisas aconteceram. Mas ninguém aqui está obrigado a nada e nada muda, eu continuo com você e você não se sinta obrigado a...

- Esquece a porra do contrato, Valentina! Você é mais esperta que isso, caralho! - Eu alterei a voz, nitidamente irritado. Ela me olhou de olhos arregalados.

- Você acabou de falar dois palavrões? - Ela perguntou como se não tivesse me ouvido direito. - Você está passando muito tempo comigo e eu sou uma péssima influência.

- Você é uma influência deliciosa, Encrenca! E talvez se eu falar a sua língua você entenda. - Eu sorri. - Eu quero passar todo o tempo que eu puder com você. E eu vou fazer você entender que aquele contrato não faz sentido há muito tempo. Eu vou fazer você perceber que o que está acontecendo entre nós é real, não é coisa de momento. Porra, mulher, eu revirei o mundo procurando por um tratamento por sua causa, porque eu quero viver pra você... com você!

- Você deveria querer viver por você. - Ela fungou.

- Eu quero, mas eu quero muito mais se for com você. - Eu toquei o rosto dela. - Você me faz querer experimentar a vida com essa sua leveza. Me encanta a sua determinação quando quer alguma coisa. A forma visceral como você protege e defende quem você ama me faz querer estar entre essas pessoas especiais para você. Eu quero fazer esse casamento dar certo de verdade, eu quero que você queira estar comigo e não que esteja por causa de um contrato estúpido.

- Eu não ligo para o contrato, Dante. No momento em que você tratou a minha avó como um ser humano digno e uma pessoa que merecia cuidado e respeito, você conseguiu tudo de mim. Eu não estou aqui por causa do contrato. Eu estou porque você é especial para mim.

- Isso significa o mundo para mim. - Eu não consegui conter o sorriso. - Então, presta atenção, Encrenca. Eu quero consumar esse casamento.

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