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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 139

"Valentina"

Eu estava a ponto de perder a minha paciência que já era curta, mas a intervenção do Sr. Malta me fez respirar fundo. Ele era um dos membros mais importantes do Conselho e eu sabia que eles estavam de olho no Dante graças as armações do Otto. E o Dante também sabia disso. Diante da pressão que a presença do Malta exercia veladamente, ele aceitou a troca de parceiros para a dança. O meu marido se inclinou, depositou um beijo rápido no meu rosto e falou bem baixinho para que só eu pudesse ouvir:

- Eu preciso ceder por causa do Malta, Encrenca… você sabe. É só uma música, eu juro que não significa nada.

Eu não respondi absolutamente nada, apenas silenciei a mágoa e a agonia avassaladora que esmagaram o meu peito. Eu abri um sorriso falso, ergui o queixo e aceitei a oferta de uma dança do Sr. Malta, enquanto via o Dante segurar nos seus braços a outra. O Malta começou a guiar os meus passos com uma conversação suave, se desculpando mais uma vez pelo atrevimento da filha e garantindo que eu não deveria me preocupar porque havia deixado claro para a Carmela que o Dante agora era um homem casado.

- Sr. Malta, vou falar francamente com o senhor. Não gosto da forma como a sua filha se aproxima do meu marido. Ela só está dançando com ele porque eu acho que o senhor e eu nos demos bem e eu estou dando ao senhor um aceno de boa fé. Ao senhor, não a ela.

- Eu agradeço, Valentina. A Carmela sempre foi voluntariosa e mimada. Quando ela foi embora, ela não achou que o Dante fosse seguir em frente. Ela voltou acreditando que tudo estaria esperando por ela. Mas não é assim e eu a farei entender. Te prometo.

- É, espero que o senhor consiga, porque na vida a gente aprende de duas formas pelo amor ou pela dor. E se eu tiver que ensinar alguma coisa para ela, será pela dor e eu detestaria que o senhor se chateasse comigo.

- Eu não vou me chatear. Mas eu entendo o que você quer dizer. Você é uma mulher muito inteligente, Valentina, e todos nós do conselho ficamos muito impressionados com você.

O Malta começou a falar sobre a empresa e sobre as expectativas do conselho, mas eu não conseguia prestar atenção em uma única palavra do que ele dizia. Os meus olhos não perdiam o meu marido de vista no meio do salão de festas, e um rastro de dor se insinuou pelo meu peito ao perceber o quanto a Carmela ria colada ao peito do Dante, com uma intimidade que me moía o juízo. Mas o pior era o quanto ele parecia absurdamente envolvido por aquela mulher. Seus olhos não procuraram os meus nem uma única vez.

Assim que a música terminou, ao invés do Dante se afastar daquela mulher, eles já emendavam a segunda música. Aquele calvário caía como um soco violento no meu orgulho e no meu amor próprio. Eu estava fervendo de ódio, mas eu mantive a calma e agradeci ao Sr. Malta pela dança com elegância.

- Está na hora de resgatar a sua filha, Sr. Malta, antes que a vida ensine a ela que não se pode ser feliz destruindo a felicidade dos outros. - Eu sorri para ele.

- Com toda certeza, senhora. - Ele fez um aceno cortês com a cabela.

Eu virei as costas e marchei a passos firmes e implacáveis direto para o centro da pista de dança onde o meu marido dava o seu showzinho com a ex. O Dante e a Carmela Malta continuavam envolvidos pelo ritmo, sem perceber a minha chegada.

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