"Valentina"
O Dante caminhou em minha direção, deixando o paletó pelo caminho e abrindo os botões da camisa, revelando o seu peito nu esculpido e largo. Suas mãos, que há muito tempo não tinham nem um tremor, me puxaram pela cintura com uma força que era novidade para mim, me esmagando contra o seu corpo grande e quente.
- Esse vestido ficou lindo em você. Mas é roupa demais para a minha esposa que antes andava pela casa com shortinhos curtos e camisetas coladas. - Ele falou num tom baixo que parecia ir direto como uma carícia no meu baixo ventre.
- Você não gosta do meu novo guarda-roupa? - Eu o desafiei.
- Eu adoro o seu novo guarda-roupa, enlouqueço com o seu antigo guarda-roupa e tenho certeza que ainda que você estivesse vestida com um saco de lixo você ainda seria a maior gostosa que eu já conheci. - Ele declarou, me arrancando um sorriso.
- Está inspirado, mauricinho... estou gostando! Continua. - Eu ria enquanto ele dava pequenos beijos nos meus lábios e baixava o zíper do meu vestido.
- Você sabe que deixou as mulheres mortas de inveja e os homens babando por você, não sabe, Encrenca?! Você sabe que é uma gostosa e que é sexy como o pecado.
O Dante deixou o vestido cair aos meus pés e me conduziu para a cama, deixando a calça pelo caminho displicentemente. Enquanto me dava pequenos beijos. Ele parou ao lado da cama e contornou a renda do meu sutiã com os dedos, me olhando como se estivesse encantando com a visão.
- Essas peças delicadas parecem pintadas no seu corpo. - Ele sussurrou, enfiando os dedos dentro da taça do meu sutiã e baixando a mão que estava na minha cintura até a minha bunda e traçando o desenho da calcinha. - Cada parte de você é perfeita! E o conjunto todo é de tirar o fôlego.
Ele me fez deitar devagar e se abaixou sobre mim, sua boca alcançando a minha em um beijo profundo e longo. Suas mãos deslizavam pela minha pele, quentes e necessitadas. Nossos corpos pareciam conversar num idioma próprio. Quando aquele beijo acabou, ele tocou o meu nariz com o dele e sorriu.
- Já pensou que o nosso filho pode estar aqui agora? - Ele tocou a minha barriga e a sua mão grande espalmada no meu ventre me aqueceu ainda mais, mas foi um calor no coração. - Eu estou ansioso para amanhã. Eu quero muito esse filho com você, Encrenca. E eu quero muito você, inteirinha, só minha!
- Assim eu fico na dúvida sobre o que você quer mais, o filho ou a liberação do médico. - Eu brinquei.

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