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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 157

"Otto"

O clima ao redor da mesa de café da manhã na segunda feira estava insuportável. O Dante e a sua dançarina de quinta categoria pareciam nem notar que a Aurélia, o Breno e eu estávamos à mesa, eles estavam cheios de sorrisinhos e gentilezas um com o outro. O Lorde Montenegro agia com aquela sua habitual arrogância de quem é o dono absoluto do vale, e a dançarina vulgar ostentava um sorriso irritante e brincos de turmalina rosa que valiam uma fortuna. Eu mal conseguia segurar o garfo, sentindo o meu estômago queimar de puro ódio que vinha se acumulando desde que aquela vadia entrou na nossa casa.

- Você viu, perua, o presentinho que o meu marido me deu ontem? - A Valentina fez questões de provocar a Aurélia exibindo os brincos. - Lindos, não são?!

- Em uma mulher vulgar como você parecem bijuteria barata! - A Aurélia cuspiu, estava quase engasgando com o próprio veneno.

- Ah, perua, vulgar é você e aquela sua amiguinha que tentou agarrar o meu marido ontem, as duas viciadas em destruir casamentos. - A valentina respondeu com um sorriso cínico.

- Você é uma qual... - A Aurélia começou a falar, mas foi interrompida pela Valentina.

- Isso é para você aprender, perua, que eu não aceito desaforo! Cada vez que você mexer comigo, vai levar o troco com bônus. Acho que você já entendeu, perua, que eu não fico chorando pelos cantos... eu vou pra guerra. E eu vou pra ganhar!

- Minha esposa não é divina, Otto? - O Dante falou se levantando, enquanto a Aurélia espumava de raiva. - Vamos, amor, não podemos nos atrasar.

Assim que o casal irritação saiu agarrados como se estivessem em lua de mel, eu olhei para a Aurélia, que apertava com tanta força as bordas da mesa que parecia querer fundir as mãos à madeira.

- Mas afinal, o que aconteceu ontem nesta casa, Tia Aurélia? - Eu perguntei já sem paciência.

Quando eu cheguei em casa ontem, eu pensei que a Aurélia teria a cortesia de falar comigo para me contar como tinha sido a investida da Carmela, mas eu não a vi pelo resto da noite e até então não sabia de nada a não ser que o casal irritação parecia mais feliz do que nunca.

A Aurélia pegou o seu celular no bolso do casaco, digitou algo e tornou a guardá-lo. Depois cutucou o Breno, que mantinha os olhos injetados fixos no prato, e ambos se retiraram da mesa. Pelo comportamento dela e dos dois insuportáveis, a tarde de domingo tinha sido um fiasco. Meu celular bipou no bolso com uma notificação. Eu li a mensagem, terminei o meu café em silêncio e depois de deixar a mesa de café da manhã, segui para o quarto da Aurélia, com cuidado para não ser visto.

- Afinal de contas, por que nós estamos aqui no seu quarto? E por que mandar mensagem? - Eu quis saber assim que a Aurélia bateu a porta atrás de mim.

- Porque nós estamos sendo vigiados. Aquela dançarina tem um aliado nesta casa. - A Aurélia respondeu bruscamente.

- Como assim, Aurélia? Você andou falando alguma coisa na frente dos funcionários? Você não pode ter sido tão estúpida assim!

- Me respeite, Otto! - A Aurélia elevou a voz e o dedo em minha direção. - Obviamente eu não falei nada na frente de ninguém, mas um desses mortos de fome que trabalha nesta casa está nos vigiando, ou todos, não sei. Só sei que a dançaria de bordel sabia dos meus planos, ela sabia que a Carmela viria para a piscina.

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