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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 167

"Valentina"

O Dante me mostrou cada canto daquela casa, era imensa, luxuosa, mas muito mais acolhedora que a mansão. E enquanto nós andávamos pela casa e ele planejava me levar para ver o haras, uma mudança drástica no céu começou a se desenhar. O céu azul e luminoso da manhã foi engolido por nuvens carregadas e escuras no início da tarde. O vento forte dobrava as árvores frutíferas perto do lago e fazia as janelas tremerem.

Não tardou para que os primeiros pingos grossos de chuva explodissem contra o vidro e o cheiro de terra molhada tomasse conta de tudo. Uma tempestade torrencial desabou sobre o haras, acabando com qualquer plano de caminhada ao ar livre ou mesmo um pique-nique perto do lago.

Estávamos oficialmente confinados na casa e eu não estava nem um pouco desapontada por isso. Era a primeira vez que ficávamos realmente sozinhos, isolados de todas as cobras e fofocas. Apenas nós dois e o barulho da chuva batendo no telhado. O Dante soltou um suspiro pesado, ao perceber que o tempo havia sabotado o seu roteiro.

- Vamos ter que ficar dentro de casa, Encrenca. Só nós dois. Você vai conseguir resistir ao meu charme? - Ele brincou, me puxando pelo corredor.

- Você é um convencido, mauricinho! - Eu zombei dele.

- E este é o meu quarto. Agora nosso. - Ele falou ao fechar a porta de um quarto enorme, que tinha uma cama grande de madeira trabalhada no centro. - O que você acha?

- É lindo! - Eu me aproximei da janela e olhei para a chuva caindo. Eu me senti em paz ali.

O Dante entrou por uma porta e quando reapareceu vestia apenas uma calça jeans desbotada e uma camiseta de algodão preta que revelava o contorno do seu físico e fazia seus braços parecerem mais fortes. Ele estava descalço e com os cabelos desalinhados. Ele não parecia o empresário contido e frio, ele exalava uma virilidade perigosa e irresistível.

- O que foi? - Ele perguntou diante do meu olhar descarado.

- Você parece muito mais jovem vestido assim. - Eu comentei, ainda deixando os meus olhos viajarem por ele. - E muito mais gostoso. Deus me ajude!

Ele deu uma risada que combinava totalmente com aquele visual despreocupado do jeans e camiseta e veio em minha direção.

- Parece que você aprecia o seu marido, Sra. Montenegro. - Ele me abraçou todo convencido.

- É, ele é bonitinho. - Eu falei com desdém.

- Bonitinho? - Ele perguntou com um ar divertido. - Eu vou e mostrar o bonitinho, sua atrevida!

Sem que eu esperasse, ele segurou a barra do meu vestido e, com um movimento rápido e certeiro, puxou o tecido para cima, arrancando a peça do meu corpo e me deixando só de lingerie.

- Mas quanto atrevimento! - Eu reclamei e ele me mostrou a camiseta branca que estava presa ao bolso da calça, mas a jogou por cima do ombro.

- Eu ia te dar a camiseta, mas acho que você não precisa. - Ele deslizou o dedo entre a minha pele e a alça do sutiã preto com detalhes em pink. - Você é linda, Valentina! - Ele falou num sussurro e me abraçou.

O Dante se ajoelhou devagar no tapete rústico de lã, colando a boca quente direto no meu ventre, espalmando as mãos firmes nos meus quadris e deixando leves beijos sobre a minha pele. Aqueles beijos carinhosos enviavam um arrepio pela minha coluna.

- O que você acha... - Ele começou a falar enquanto beijava a minha pele. - De ficarmos na cama, abraçados, vendo a chuva cair lá fora?

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