"Dante"
Eu me ajoelhei na cama, pairando sobre a Valentina, e espalhei uma colher de sorvete no decote dela, jogando calda por cima e comecei a lamber. O cheiro do sorvete com a calda se misturou ao cheiro dela e era a mais pura tentação. A pele da Valentina era macia como veludo, deliciosamente quente e tentadora.
- Acho que posso brincar com isso sem me matar. - Eu respondi e a Valentina caiu na risada. - Eu poderia deixar umas marcas aqui, a família ficaria chocada. - Eu brinquei e suguei a pele dela logo acima do seio.
- E onde fica o decoro, Lorde Chicletinho?
- Foda-se o decoro, Encrenca! - Eu mordisquei a pele dela que estava mais do que quente sob os meus lábios.
- Chicletinho... - Ela chamou, os olhos fechados e os dedos entremeados ao meu cabelo. - Isso é um vibrador na sua calça?
- Infelizmente não, Encrenca. É só meu celular. - Eu me levantei, dando um suspiro irritado e tirei o celular do bolso.
Era o Murilo, como bom amigo e preocupado, me ligando como eu tinha pedido, justamente para jogar um balde de água fria em qualquer situação que se desenrolasse naquele quarto. Eu precisava viver o máximo de tempo possível e a Valentina poderia me causar um ataque cardíaco só de olhar para ela, então eu precisava de planejamento e o melhor que eu pensei essa manhã a caminho do escritório era incluir entre as atribuições do Murilo a obrigação de me ligar todos os dias naquela hora, a mesma hora que a amiga dela ligou no dia anterior e tinha dado certo para frear a situação da lingerie.
- Murilo... - Eu saí de cima da Valentina, atendi e levei o aparelho ao ouvido.
- Ih, pelo tom eu liguei na hora errada para a pessoa certa. - O Murilo caiu na risada do outro lado da linha.
- Perdeu o timing, Chicletinho! - A Valentina se levantou e virou o resto da calda no pote de sorvete, levando uma colher cheia à boca.
- Eu pensei que você ia comer essa calda no seu brinquedo favorito! - Eu a lembrei e ela me encarou, jogando a cabeça de lado e sorrindo maliciosamente.
- Bem lembrado! - Ela respondeu, abriu a gaveta da mesinha de cabeceira, pegou um saquinho de veludo preto e tirou de lá um vibrador, me deixando de queixo caído. - Meu brinquedo preferido! Ele é à prova d'água. - Ela voltou a guardar no saquinho e já ia se virando. - Vou tomar um banho de banheira, não me espere acordado.

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