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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 35

"Valentina"

Acordei com a luz do sol entrando pela janela e demorei alguns segundos para me lembrar de onde estava. O quarto estava frio, o Dante já não me segurava mais junto a ele. Eu não deveria, mas fiquei um pouco decepcionada por ele ter me soltado durante a noite. Ou será que não soltou? Depois que ele me abraçou eu apaguei.

Olhei para o lado direito da cama. Estava vazio. Ele já tinha se levantado, provavelmente já tinha ido para o escritório. Isso me deu tempo para pensar sobre as provocações da noite passada. Aquilo tinha sido perigoso, ele poderia ter um treco! Santo Murilo que ligou na hora certa e jogou um balde de água fria no quarto. Mas o Dante insistiu com aquela coisa de castigo da conchinha... era doido mesmo! Ou então estava só brincando comigo. Dormir colada ao corpo daquele homem, sentindo o seu corpo esculpido contra as minhas costas e aquele... ah, tinha sido uma tortura deliciosa. Eu estava no inferno com o próprio diabo balançando o pecado para mim, mas, pela primeira vez desde que os meus pais morreram, eu não me sentia mais sozinha no escuro.

Eu me levantei e fui em direção ao banheiro, ainda com os olhos quase fechados e quando estava prestes a passar pela porta trombei na parede. Mas a parede não tinha braços para agarrar a minha cintura! Eu abri os olhos e me dei conta de que estava de novo coladinha com o Dante. E ele estava com o corpo ainda úmido do banho, só com a toalha presa na cintura.

- Bom dia, Encrenca! Já está com saudade do meu abraço? - Ele abriu um sorriso todo charmoso.

- Você é um convencido, não é?! - Eu estreitei os meus olhos para ele e tentei empurrá-lo. Ele me deu um beijo no rosto e me soltou. - Bom dia, Valentina! Eu me ofereceria para esfregar as suas costas, mas então o seu banho seria muito longo e eu tenho uma surpresa para você lá embaixo, então, se apresse.

- Uma surpresa? O pole? - Eu perguntei. -

- Devem estar instalando.

- Aaaah! Eu vou fazer a madrasta má surtar! - Eu ri e corri para o banheiro trancando a porta atrás de mim.

Eu tomei um banho rápido, vesti uma calça legging, tênis e uma blusa preta justa, prendendo o meu cabelo volumoso em um coque alto. O Dante já tinha saído do quarto e quando eu cheguei ao topo da escada, eu quase caí para trás de tanta alegria. O espetáculo no hall de entrada era simplesmente maravilhoso.

Uma equipe de quatro homens de uniforme azul estava trabalhando bem no centro do saguão monumental coordenados pelo que parecia ser o engenheiro. O teto do hall já ostentava um corte perfeito e o cano de aço escovado de seis metros, o meu amado pole dance que a Tati tirou do estúdio e guardou na garagem, reluzia de forma imponente contra o mármore branco do piso. De pé perto da porta, a Aurélia estava tão pálida que parecia ter visto uma assombração. Com lágrimas de puro ódio e desgosto nos olhos, ela assistia a mulher do enteado que ela queria interditar profanar a casa que ela considerava dela, mas que nunca foi.

O Dante estava parado perto da escada, impecável em seu terno escuro sob medida, ajeitando as abotoaduras com aquela sua calma fria e irritante.

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