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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 41

"Valentina"

Eu preparei a bandeja e quando entrei na sala de jantar a Aurélia já estava sentada entre o Otto e o Breno, que vestia o uniforme do clube com os ombros caídos, típico de um CLT que recebia o mínimo e prestes a descobrir que o salário não duraria até o fim do mês.

- Resolveu assumir o seu lugar de serviçal finalmente, leviana? - A Aurélia perguntou com um sorriso irônico.

- Perua, não estou interessada em perder o meu tempo com você hoje. Não posso fazer nada se você é tão vazia a ponto de pensar que cuidar do café da manhã do meu marido me transforma em uma piada. - Eu ergui o queixo e a encarei. - De onde eu venho, isso me transforma numa esposa amorosa que gosta de mimar o homem maravilhoso que tem.

Enquanto eu falava, eu arrumava os pratos com a omelete e as torradas frescas no lugar do Dante e servia o suco, no exato momento em que o som de passos firmes ecoou pela escadaria. Ele entrou na sala de jantar, impecável em um terno escuro, exalando aquela sua seriedade característica e o perfume amadeirado que, por mais que eu tentasse lutar contra, já havia se tornado o meu ponto fraco. Eu adorava aquele perfume... nele!

Olhei para ele com um sorriso e ele veio até mim, passando o braço pela minha cintura e colando os lábios nos meus.

- Bom dia, Encrenca! - Ele sorriu, parecia completamente focado em mim.

- Bom dia, Chicletinho! Preparei o seu café da manhã. - Eu sorri, empurrando o copo com a minha mistura de abacaxi, gengibre e água de coco na direção dele antes mesmo que ele se sentasse.

A Aurélia olhou para o copo amarelado que eu ofereci ao Dante e torceu o nariz esticado por plásticas.

- Onde está o tônico saudável do Dante? Eu mesma supervisiono a entrega toda semana para que não falte. Eu sei que é o seu preferido, Dante. - A madrasta reclamou com arrogância.

- Aquela coisa radiotiva, com cheiro estranho e gosmenta foi para o ralo, perua. E eu já mandei cancelarem aquilo. - Eu disparei e encarei o Dante. - Esse é natural, feito agora por mim e eu adocei para você com um fio de mel, Chicletinho.

- Você fez um suco natural para mim, Encrenca? - Ele perguntou surpreso e eu puxei a cadeira para ele se sentar.

- Também fiz omelete e torradas frescas. Eu vou mimar você, Chicletinho! - Eu dei um beijo no rosto dele enquanto ele tomava um gole de suco e me sentei, encarando a Aurélia. - O meu Chicletinho agora está sob uma dieta rigorosa de energia e vitalidade administrada por mim. O suco dele agora é natural e feito pelas minhas mãos todas as manhãs. Algum problema com isso, perua? Porque se tiver, eu vou dizer onde você enfia a sua opinião.

A Aurélia ficou pálida de raiva, abrindo a boca em choque completo com a minha audácia, enquanto o Otto tencionava o corpo na cadeira, fuzilando o jarro de suco.

- O Dante sempre tomou o suco verde super saudável que vem de uma excelente loja de produtos naturais. Você não precisa fazer isso, Sra. Montenegro. - O Otto achou inteligente dar a sua opinião. Só ele achou.

Capítulo 41: O suco radioativo e o salário do inútil 1

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