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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 62

"Dante"

No dia em que cerquei a Valentina no lar onde o Aroldo abandonou a Vó Isabel, eu tinha ficado chocado com aquele lugar. Não havia lá condição para receber todos aqueles idosos, não havia mão de obra suficiente, espaço suficiente... não havia comida suficiente. O lugar estava abandonado à própria sorte e aquilo me mostrou um lado da vida que eu não conhecia.

Mas quando o Murilo me chamou no canto enquanto a Valentina acalmava a avó no Residencial Sereno e me contou que a idosa só tinha a roupa do corpo, que o lar anterior informou que os familiares não entregaram nenhum pertence dela, eu fiquei chocado. Eu dei um jeito de providenciar tudo o que a Vó Isabel precisava no mesmo dia, mas não tinha falado nada com a Valentina, ela não precisava de mais uma decepção e eu já tinha cuidado de tudo.

No entanto, agora aquela criatura desprezível estava diante de mim, tentando me convencer de que "as coisas tinham sido mal interpretadas"?! Ele era um sujeito asqueroso. Eu acabei deixando claro para ele que sabia exatamente o tipo de gente que ele era e no meio disso, a Valentina ouviu o que não sabia e levou menos de dois segundos para chegar ao Aroldo. Ela tinha sangue nos olhos.

- Que tipo de lixo humano você é? Que caralho de merda você tem na porra da sua cabeça? Tá comendo estrume, seu cretino? Tá fumando merda? Quando eu cheguei naquele lugar, eu encontrei a minha avó chorando, assustada e com frio! A minha avó estava como uma indigente! A SUA MÃE! Você tem noção da porra de verme que você é? - A Valentina gritava agarrada ao colarinho daquele homem, enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto. Se ela não o matasse asfixiado pelo colarinho, pelo menos estouraria os seus tímpanos.

A ferocidade dela em defender os seus, como ela dizia, me encheu de orgulho e admiração. A Valentina amava inteira, ela não media consequências, ela se entregava, cuidava e protegia. Ela iria até as últimas consequências se fosse preciso para proteger quem amava.

- Meu amor! - Eu me aproximei dela por trás e a peguei pela cintura com cuidado, medindo as palavras e deixando bem claro para aquele crápula que ela não estava mais sozinha. - Não vale a pena, minha vida! - Eu falei baixo, mas em volume suficiente para aquele canalha ouvir. Ela congelou. - Você não precisa passar por isso. Essa guerra agora é minha. - Eu a puxei para o meu peito e dei um beijo na cabeça dela. - Vai dar uma volta. Confia em mim, eu luto por você. - Eu declarei.

Ela se virou para mim e me olhou de um jeito, que me fez sentir que eu era o mundo dela. E de repente o meu coração acelerou. Eu faria qualquer coisa por aquela mulher. Eu dei um beijo nos lábios dela e a soltei. Cada gesto meu, cada palavra, deixava claro para aquele verme que o que havia entre a Valentina e eu era real. Ela concordou e foi em direção à porta com os seguranças em seu encalço, mas se virou e apontou para um deles.

- Você... fica aqui. E quando o meu marido acabar com esse rato nojento, escolta ele para fora do prédio. - Ela falou com imponência e o segurança acatou a ordem com reverência.

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