Entrar Via

Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 65

"Valentina"

Ficamos ali abraçados por minutos silenciosos e preciosos. Ele me deixou chorar tudo o que eu tinha para chorar e me ofereceu o conforto do seu carinho quieto. Quando as minhas lágrimas secaram, ele se afastou devagar, limpando o meu rosto com o polegar de forma gentil, e abriu um sorriso de lado.

- Eu preparei um banho quente para você relaxar a mente, Valentina. Venha comigo. Você vai gostar muito. - Ele convidou, se levantou e me estendeu a mão para me guiar até o banheiro.

Quando ele empurrou a porta, o meu queixo caiu. O banheiro estava iluminado à luz de pequenas velas espalhadas. A imensa banheira de hidromassagem estava cheia até a borda com uma água fumegante que exalava um cheiro delicioso, coberta de espuma densa e pétalas de rosas vermelhas flutuando na superfície. Ao lado da banheira, brilhava uma taça de vinho tinto, um par de fones de ouvido bluetooth de última geração e, para o meu absoluto escândalo, três brinquedos eróticos caríssimos e reluzentes que não eram meus.

O Dante se inclinou por trás de mim, o hálito quente dele roçando a minha orelha em um sussurro proibido e perigosamente sexy:

- Eu posso dar prazer à Sra. Montenegro de muitas formas que não exijam o meu esforço cardíaco.

- Isso tudo é pra mim? - Eu perguntei maravilhada com o cuidado dele.

- Sim. Eu cuidei de cada detalhe hoje. - Ele deu um beijo atrás da minha orelha. - Eu não sei quanto tempo eu vou ter com você, Encrenca, mas eu quero que seja inesquecível. E eu nem sei quando isso ultrapassou as linhas daquele contrato.

- Ah, isso é porque eu sou irresistível! - Eu brinquei e ele riu, depositando um beijo no meu pescoço.

- É, você é muito irresistível. Para o meu completo desespero. - Ele falou com um tom leve.

Ele me virou de frente e me puxou para um beijo faminto, urgente e desesperado que me fez flutuar. Minhas defesas viraram pó e os meus braços subiram pelo pescoço dele. Mas no exato milésimo de segundo em que as mãos quentes dele começaram a levantar a minha camiseta, o som estridente, agudo e insistente de uma chamada telefônica explodiu em cima da bancada.

Era o celular do Dante e eu nem precisava ver a tela para saber quem era. Murilo Dornelles! Na sua habitual ligação diária de negócios das dez e meia da noite para alinhar a auditoria do Otto. Isso acontecia todos os dias.

O encanto foi destruído na mesma hora. Eu soltei um gemido de pura irritação, o mau humor voltando com força total. Empurrei o peito do Dante com as duas mãos, o jogando para fora do banheiro com o celular.

- Mas não tem um minuto de paz nessa porra, Montenegro! Estou começando a achar que o Dornelles é o seu amante! Vai lá atender o seu engravatado de estimação! Deixa que com esses brinquedos novos aqui eu posso me divertir sozinha! Sai! - Eu esbravejei, chorando de raiva e rindo ao mesmo tempo, batendo a porta na cara dele.

Ouvi a risada alta, rouca e totalmente sexy do Dante ecoar do outro lado da porta enquanto ele pegava o aparelho.

- Acho que eu vou ficar aqui na porta para te ouvir gritar o meu nome, Encrenca! - Ele provocou, mas mal sabia que ele era o único homem que povoava as minhas fantasias ultimamente.

Será que ele ficaria mesmo na porta? Eu tranquei a porta, mas antes de me enfiar na banheira eu tive uma ideia. E se eu realmente gritasse o nome dele, para ele ouvir? Não, isso seria muita covardia, o homem estava doente, eu não podia provocá-lo daquele jeito. Eu sorri. Quem disse que não podia? Eu não era uma menina boazinha. E talvez eu pudesse dar ao Dante Montenegro um ou dois motivos para ele procurar um tratamento para aquela doença. Eu não conseguia me conformar com a passividade de um homem como ele. Ele dizia que estava sendo pragmático... para mim ele estava sendo covarde.

Capítulo 65: A recompensa 1

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal