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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 66

"Dante"

Quando os primeiros raios de sol atravessaram as cortinas do quarto naquela manhã, eu me sentei na beirada do colchão e respirei fundo. Olhei para as minhas mãos, milagrosamente o tremor que eu percebi meses antes havia sumido por completo e eu senti uma clareza da minha mente como eu não sentia há tempos, como se antes houvesse uma neblina que agora tinha se dissipado. Meu cérebro estava operando em sua potência máxima e eu senti uma energia física pulsando avassaladora no meu corpo. Eu tive vontade de sair para correr. Isso era como um presente divino.

O prazo para a reunião do Conselho armada pelo Otto havia evaporado sob a urgência dos nossos preparativos e enfrentar o conselho me sentindo tão revigorado era um plus na nossa estratégia. Eu estava a um passo de colocar o Otto e a Aurélia em seus lugares e nada poderia dar errado, eu não poderia demonstrar um sintoma sequer de fraqueza, eu não deixaria o Otto e a Aurélia tomarem as rédeas da minha vida.

Eu estava sorrindo, maravilhado com o fato de nos últimos dias estar me sentindo melhor e, ao que tudo indicava, aquela onda de mal estar e sintomas debilitantes tinha me dado uma trégua. Eu só esperava que aqueles sintomas demorassem a voltar. E enquanto eu contemplava as minhas mãos, a Valentina entrou no quarto, carregando a bandeja de café da manhã.

- Pensei que eu teria o prazer de poder te acordar. - Ela sorriu em minha direção ao colocar a bandeja sobre a mesa lateral.

- Se for com um beijo de amor verdadeiro, eu posso me deitar e fingir que estou desmaiado. - Eu brinquei e ela deu uma risada que foi direto ao meu coração, me fazendo sorrir de volta para ela.

Ela caminhou até mim, parou em minha frente e me encarou. Ela vestia um terno em um tom de verde-esmeralda profundo, que a deixava radiante. Era como se ela brilhasse naquela cor. Seus cabelos ondulados e volumosos estavam soltos, indomáveis como ela, a boca exibia o batom vermelho que parecia sua marca registrada, e nas orelhas, um par de argolas grandes e douradas. Era como olhar para uma rainha, você nem entendia como, mas sabia que ela tinha todo o poder.

- O que me diz, Montenegro? - Ela provocou com o seu atrevimento de sempre, parando na minha frente e colocando as mãos nas curvas da cintura. - Esse tom de verde atende aos padrões de poder do seu castelinho ou os engravatados vão achar que a Sra. Montenegro não está à sua altura?

A lembrança de duas noites atrás, quando ela torturou o meu autocontrole com os seus gemidos até me levar ao puro desespero, esquentou o meu sangue instantaneamente e o meu corpo reagiu. Uma ereção indiscutível castigou o tecido da minha calça de moletom. Aquela mulher ia me matar antes do tumor, eu tinha certeza.

Eu me levantei e me aproximei dela devagar. Estendi as mãos longas e firmes, ajustando a lapela esmeralda do blazer dela e depois deslizei o indicador pela linha de botões da sua camisa branca com uma lentidão deliberada. A Valentina engoliu em seco.

- Você está muito elegante, Valentina. - Eu pronunciei lentamente, a voz saindo naquele tom grave e rouco. - Esta cor... é perfeita para a sua silhueta. Você é a própria rainha do meu castelinho. Mantenha essa altivez quando entrarmos na empresa hoje. E me defenda, não permita que o Otto e a Aurélia coloquem as garras sobre mim. - Eu me curvei até o ouvido dela e abaixei o tom de voz. - Faça tudo direitinho e eu te prometo uma surpresa depois da reunião.

A Valentina soltou uma risada maliciosa, eu estava ficando dependente daquela risada Ela me deu uma piscadela sacana e passou a língua nos lábios, olhando para o meu torso nu e para o volume na minha calça com um desejo escancarado no rosto. Ela me olhava descaradamente, sem disfarçar ou se desculpar, e aquele olhar me fazia querer derrubá-la na cama.

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