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Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal romance Capítulo 75

"Dante"

Minha Encrenca não deu tempo para os agregados pensarem. Ela subiu na barra de aço polido de uma vez só e deu uma demonstração deliciosa de força, flexibilidade e sensualidade absurdas, rodopiando e deslizando no ritmo frenético da música alta, destruindo o meu juízo completamente. Enquanto a apresentação da noite anterior foi pura sensualidade, esta manhã ela exibiu movimentos acrobáticos de ponta-cabeça que desafiavam a gravidade. Não existia nada mais incrível do que ver a Valentina deslizar naquela barra, se prendendo a ela com as pernas, enquanto o seu corpo girava em torno do metal. Eu estava completamente mudo, estático na poltrona, respirando de forma ofegante, vendo a minha esposa testar os meus limites no meio do salão principal da casa.

Mas o circo pegou fogo antes da primeira música acabar, a Valentina estava no topo da barra e virou de ponta cabeça, abrindo os braços e descendo naquela espiral no milésimo de segundo em que as portas duplas da sala de jantar foram empurradas com fúria. Eu vi o sorriso se abrindo maior no rosto da Valentina.

A Aurélia passou pela porta vestindo o seu conjunto de blazer e saia, estalando o seu salto e com o rosto crispando de pura raiva e indignação. O Breno vinha logo atrás, com o uniforme do clube, segurando uma xícara de café que ele deixou virar no uniforme no momento em que viu a Valentina.

- MAS QUE BAIXARIA É ESSA NO MEIO DO MEU HALL?! - A Aurélia berrou histérica, tapando os ouvidos por causa do som estridente. - Dante, essa petulante está transformando a minha casa em um bordel de quinta categoria! Eu não vou permitir que essa dançarina de boate vulgar manche a minha casa e o meu sobrenome! Você está permitindo que ela manche a memória do meu falecido marido! Ela vai transformar a minha casa em uma casa de prazeres! Desliga essa porcaria de música agora mesmo!

A Aurélia marchou com os dedos trêmulos em direção à mesa lateral de mármore onde o celular da Valentina estava conectado, disposta a desligar o aparelho.

- VOCÊ FICOU LOUCO! - A Aurélia gritou indignada enquanto atravessava o hall. - Eu vou falar com o advogado ainda hoje, Dante, e eu vou te interditar, porque você está louco, esse tumor afetou a sua capacidade de tomar decisões por essa família.

- Tumor? Quem te disse isso, Aurélia? - Eu estreitei os olhos para ela, enquanto colocava o meu celular para gravar discretamente.

- Quem disse? O seu médico! E isso também não importa! Olha o tipo de mulher que você trouxe para casa. Uma qualquer, que anda por aí seminua. Mas eu sempre falei com o seu pai que você não passa de um moleque mimado, um insolente, que não tinha condição nenhuma de gerir o patrimônio da família. Mas o seu pai era um idiota! Ele tinha me jurado que tinha mudado aquele testamento, mas ele estava mentindo. Foi deixar tudo para você, quando tinha que ter me entregado tudo, eu sou a verdadeira chefe dessa família e assim que você morrer, porque isso não vai demorar, você não passa de um moribundo com os dias contados, vai ser tudo meu, porque eu vou escorraçar essa cachorra estúpida assim que eu te interditar e te trancar num lugar para loucos.

A Aurélia estava arfando enquanto atravessava o hall em direção ao celular da Valentina. Eu ia me levantar para acabar com a audácia dela, mas a Valentina foi mais rápida. Ela deslizou pela barra até o chão e entrou na frente da Aurélia, ficando quase nariz com nariz.

Capítulo 75: Movimentando a rotina da casa 1

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