"Valentina"
O Otto havia sido demitido, mas o clima na empresa ainda era tenso. O departamento que aquele canalha comandava estava sem diretor e havia um medo geral de demissões em massa. Aparentemente, o chefe demitir um parente deixa todos os funcionários com medo de ser o próximo. Mas o Dante parecia não se abalar por nada, ele foi pessoalmente até o departamento do Otto e explicou aos funcionários o que havia acontecido, informando que o Otto seria substituído logo e que as auditorias continuavam. Eu notei um certo alívio dos funcionários ao saberem que o Otto estava fora.
O restante do dia teve um gosto de normalidade e certa ansiedade. Enquanto o Dante dirigia o seu mundo, eu fazia contato com as pessoas que eu havia listado para convidar para trabalhar no meu estúdio. E no fim do dia eu já tinha uma lista de entrevistas agendadas para o dia seguinte no estúdio e aquela ansiedade boa de ver um projeto começando a acontecer.
O trajeto de volta da holding no banco de trás do sedã blindado foi cercado por uma atmosfera de calma. O Dante segurava a minha mão, acariciando o dorso com pequenos movimentos do seu polegar. Aquele silêncio confortável entre nós, como se só estivéssemos silenciando o mundo lá fora.
- Sabe o que eu me lembrei? - Eu falei para ele assim que o carro atravessou os portões da mansão e ele se virou para mim me dando toda a atenção. - O encostado disse que ia te esperar em casa. Não tem nenhuma chance dele não estar te esperando, tem?
- Não tem, Encrenca. - Ele respondeu de forma cautelosa.
- Então nós deveríamos nos preparar para esse combate.
- O que exatamente você está sugerindo?
- Lembra do nosso falso amasso no banco de trás? - Eu olhei para ele com um sorriso malicioso. Os olhos do Dante brilharam.
- Não foi tão falso assim naquele dia... e não vai ser nem um pouco falso hoje. - Ele respondeu e deu um toque no ombro do motorista, que tirou um fone de ouvido.
- Senhor? - O motorista perguntou e olhou pelo retrovisor.
- Pare o carro aqui e desça. - O Dante ordenou.
Nós estávamos quase em frente a casa e assim que o motorista desceu e fechou a porta o Dante estava sobre mim. A boca dele colidiu com a minha e a sua língua me invadiu. Enquanto ele me beijava, ele me fez deitar sobre o banco, emaranhou uma das mãos nos meus cabelos, enquanto a outra tocava e apertava o meu corpo nos lugares certos. O beijo dele era urgente, como se ele estivesse esperando por aquele momento o dia todo.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Último Desejo: a dançarina e o bilionário terminal