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Uma noite, uma vida romance Capítulo 111

RENNAN NARRANDO:

A manhã tinha sido um verdadeiro caos no escritório. Estava atolado com as demissões e os processos de pagamento que Claudio e eu estávamos finalizando. Os números não paravam de surgir, e minha mente já estava quase saturada. Não via a hora de concluir logo tudo o que tinha vindo resolver no México.

— Aqui estão os últimos contratos, Renan — Claudio comentou, passando-me uma pilha de papéis.

Peguei os documentos, mas antes de assinar, meu telefone vibrou. Era uma mensagem da Duda. Abri, esperando algo rápido, mas em vez disso, lá estava ela, linda como sempre, em uma selfie na piscina, deliciosa somente de biquíni com aquele sorriso que mexia comigo. Era inegável: Duda tinha uma intensidade que era quase impossível de ignorar.

Mas eu não podia me distrair tanto. Meus planos eram claros, e tinha que manter o foco.

Voltei à realidade. Estávamos no meio de uma reunião importante, e eu precisava concentrar-me. Tentei retomar a conversa com Cláudio quando, de repente, o celular tocou. Olhei para a tela e o nome dela apareceu: Pimentinha.

Sorri automaticamente. Já sabia que ela estava pronta para me tirar da seriedade do trabalho.

— Fica aí, Claudio, isso vai ser rápido — falei, indicando para ele não sair da sala.

Sentei-me de forma mais confortável na cadeira e atendi a ligação.

— Hola, Pimentinha — disse, com um tom despreocupado.

— Holá, chatinho, está fazendo o quê? — A voz dela era tão alegre que quase podia ver seu sorriso através do telefone.

— O de sempre, meu amor. Trabalhando muito. E você, aproveitando a piscina? — perguntei, já imaginando ela relaxada sob o sol.

— Um pouco — Ela respondeu, dando aquela pausa característica que indicava que estava prestes a me surpreender. — Mas te liguei porque quero te fazer um convite.

Fiquei curioso.

— Que convite?

— Para jantar na minha casa essa noite. Você não queria conhecer meus pais? Então, chegou a hora — ela disse, com uma naturalidade que me pegou de surpresa.

Sentei-me mais ereto, tentando absorver a informação.

— Ah, eu pensei que você queria ir com calma e esperar um pouco — Eu disse, tentando medir o que aquilo realmente significava.

Já era um grande passo.

— Acontece que eu contei que estou namorando, então... meus pais querem te conhecer. Você vem? — Havia algo de confiante e provocador no jeito que ela falava, como se já soubesse que minha resposta seria positiva.

Olhei para Cláudio, que parecia estar tentando fingir que não estava ouvindo nada, enquanto folheava papéis. Pensei por um segundo, precisava avaliar os riscos, e se fosse uma armadilha?

Eu precisava arriscar.

— Claro, Pimentinha. Que horas?

— Às sete e meia. — Ela respondeu, com aquela voz levemente animada.

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