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Uma noite, uma vida romance Capítulo 16

RODRIGO NARRANDO:

A noite passou como um borrão, e o sono? Esse parecia uma ilusão. Virei na cama, olhei para o teto, fechei os olhos, mas minha mente não dava trégua. Eu tinha um filho... como? Quanto tempo eu perdi? Nunca imaginei que teria um filho, mas agora, só de saber que ele existe, algo despertou dentro de mim. Um instinto estranho, uma vontade de fazer tudo certo, mas... como? Por onde começo?

Quando finalmente apaguei, já eram quase quatro da manhã, e o alarme tocou às sete. Sentei na cama com o corpo pesado, o quarto mergulhado em silêncio. Levantei devagar, tentando organizar os pensamentos, mas só conseguia pensar no pequeno, Rodriguinho. Após minha rotina de higiene matinal, fui até o terraço, para minha academia particular. Coloquei um pouco de peso nas barras e comecei a puxar. O suor logo começou a escorrer, como se cada repetição fosse um grito de alívio para a minha mente.

Precisava canalizar aquela ansiedade de alguma forma, precisava de clareza.

Depois de uma hora exaustiva, fui direto para o chuveiro. A água gelada desceu pelo meu corpo, e por um momento, só existia aquele som, o fluxo da água, e o frio na minha pele. Fechei os olhos, deixando a água escorrer pelos meus cabelos. Cada movimento era calculado, com uma tentativa de manter o controle, de afastar os pensamentos por um momento. Sequei o rosto e caminhei até a bancada da pia passando a toalha em meus cabelos molhados, enquanto encarava meu reflexo no espelho.

Escolher a roupa no closet foi quase automático. Uma camisa branca calvin klein, jeans escuros e sapatos de couro italiano. O relógio rólex de ouro branco com fundo verde no pulso, era a última peça. Olhei para o espelho uma última vez antes de descer.

Dulce, minha empregada, já havia preparado a vitamina de sempre. Peguei a garrafa gelada na bancada da cozinha, tomando um gole só enquanto apanhava as chaves, minha carteira, os óculos de sol e os quatro celulares que carregava comigo.

Suspirei antes de sair, sabendo que o dia seria...diferente.

No elevador, minha cabeça estava a mil, cheguei ao subsolo e entrei no meu carro. A Mercedes conversível ronronou ao dar a partida. A caminho da casa de Gisele, decidi parar na padaria. Peguei algumas tortilhas, bolinhos frescos e um pacote de pan dulce. Pensei no bebê... será que ele já comia essas coisas? Sorri sozinho com a ideia, me lembro de ver alguns dentinhos em sua boca quando ele sorria, não conseguia deixar de pensar nele.

De volta ao carro, disquei no painel do carro e liguei para Virgínia, minha secretária.

CAPÍTULO 16 1

CAPÍTULO 16 2

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