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Uma noite, uma vida romance Capítulo 43

GISELE NARRANDO:

Eu acordei com a cabeça latejando levemente, consequência das quatro Piña Coladas que bebi na noite anterior tentando apagar Rodrigo da mente. Mas não adiantou. Quanto mais eu tentava afastar os pensamentos sobre ele, mais ele parecia invadir cada canto da minha cabeça. Dormir foi quase impossível, e quando finalmente apaguei, fui acordada logo cedo pelo meu despertador favorito: Rodriguinho.

Senti suas mãozinhas quentinhas tocando meu rosto, e sorri mesmo com a dor leve na cabeça. Ele era meu motivo para seguir em frente, meu amor maior.

— Buenos días, mi príncipe — eu disse, com minha voz ainda meio rouca de sono.

Rodriguinho deu um pulo em cima de mim, rindo e batendo palminhas.

— Mama! — Ele exclamou, animado.

Sorri para ele, coçando os olhos e me espreguiçando.

— Acordou com as energias renovadas, pequenito? — brinquei, enquanto ele confirmava com um balançar animado da cabeça.

Era hora de começar mais um dia, então me levantei e fui direto preparar a mamadeira dele.

Ele mamou com a mesma vontade de sempre, enquanto eu já pensava no dia que estava por vir. Depois que ele terminou, esperei um pouco, tirei a fralda dele e o levei para o banho. A água morna sempre o acalmava, e o cheiro do sabonete de bebê preenchia o ar enquanto ele ria, chapinhando na água. Enrolei-o numa toalha macia depois e o arrumei com a roupa que ele mais gostava: uma camiseta colorida e shorts confortáveis. Tão pequenino e tão cheio de vida.

Com Rodriguinho já alimentado e arrumadinho, comecei minha rotina de arrumar a casa. Enquanto isso, olhei as notificações no celular. E lá estava ele…Rodrigo. Mensagens e mais mensagens, ligações perdidas... ele parecia desesperado para falar comigo, mas eu não estava pronta.

Não ainda.

Micaela.

Ela estava parada na entrada como uma visão de arrogância, vestindo um vestido branco justíssimo que deixava claro cada curva do corpo. Seu olhar superior e aquele sorriso de canto me deram náuseas. A presença dela me sufocava, e eu podia sentir minha garganta se fechando de raiva.

Apertei o cabo da vassoura, tentando manter a compostura, mas a verdade é que eu só queria jogá-la para fora da minha casa.

— Olá, Gisele. — Ela falou com a voz doce, mas o veneno estava ali, invisível nas palavras, eu podia sentir — Vim como uma bandeira de paz.

Eu ri internamente.

Paz era a última coisa que essa mulher trazia.

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