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Uma noite, uma vida romance Capítulo 51

MARIA EDUARDA NARRANDO:

Assim que o avião tocou o solo, respirei fundo, sentindo o peso da ansiedade se dissipar. Peguei minha mala de mão e a bolsa, e fui uma das primeiras a descer, o calor suave da Cidade do México me envolveu assim que passei pelas portas do avião. Caminhei até a esteira de bagagens, onde esperei por alguns minutos até avistar minhas duas malas grandes, com algum esforço, coloquei ambas no carrinho e comecei a caminhar em direção à saída.

Ao atravessar as portas de vidro, senti o ar vibrante da cidade me acolher, mas onde estava o motorista? Peguei o celular para enviar uma mensagem à minha mãe, avisando que não o tinha encontrado ainda, e fiquei parada, observando ao redor, foi então que o vi.

Meu coração quase parou.

Um homem alto, com um terno perfeitamente ajustado ao corpo, cabelos castanhos claros jogados de lado, barba bem desenhada e aqueles olhos... verdes como um campo depois da chuva. Nossos olhares se cruzaram, e eu senti um arrepio percorrer meu corpo. Seus lábios se curvaram num sorriso suave e seguro, e eu, instintivamente, mordi o lábio inferior, sentindo meu corpo reagir de uma forma que eu não conseguia controlar. Ele era lindo... mais do que isso, ele era magnético. Meu coração acelerou e minhas pernas ficaram fracas.

Senti um calor subindo pelas minhas pernas. Que homem... Tentei desviar o olhar, mas foi impossível. Ele era a definição de perfeição masculina. A calcinha molhou de imediato com aquela troca de olhares carregada de tensão.

Continuamos trocando olhares enquanto ele conversava com um rapaz mais baixo, que parecia seu assistente ou algo assim. O rapaz pegou a mala dele, mas ele não desviou o olhar de mim, nem por um segundo. Parecia que estávamos em um universo paralelo, onde só existia aquele momento. Quando ele entrou em um Escalade preto, seus olhos ainda buscaram os meus pela última vez antes de fechar a porta. Eu quase suspirei alto de frustração.

Foi quando o Porsche Cayenne chegou, desviando minha atenção daquele sonho de homem. O motorista, um homem simpático e sorridente, desceu do carro e se aproximou.

— Buenos días, señorita. Soy el Piva, su madre me pidió que la buscara.

Sorri de volta, ainda tentando recobrar o fôlego.

— Hola, Piva. Gracias. — Ele começou a carregar minhas malas no porta-malas, enquanto eu me sentava no banco de trás.

Respirei fundo, olhando pela janela, ainda tentando processar o que acabara de acontecer. Aquele homem... ele parecia ser mais velho que eu, mas não tanto. E algo nele... aquela presença, o jeito que me olhou... foi intenso demais.

Quando Piva entrou no carro e se acomodou no banco do motorista, me virei para ele, ainda um pouco aérea.

— Vamos para a casa do Rodrigo, por favor.

Ele assentiu, e o carro começou a se mover pelas ruas da cidade. A sensação de estar voltando para casa tomou conta de mim. Mas, ao mesmo tempo, a lembrança daqueles olhos verdes continuava a pulsar na minha mente, como se estivesse me chamando de volta para algum lugar desconhecido.

Quando chegamos ao edifício do Rodrigo, Piva estacionou na frente e saiu rapidamente para abrir a porta pra mim. Peguei minha bolsa, desci do carro e me virei para ele.

CAPÍTULO 51 1

CAPÍTULO 51 2

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