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Uma noite, uma vida romance Capítulo 55

GISELE NARRANDO:

Quando terminei de arrumar tudo, ajeitei a bolsa do Rodriguinho e me preparei para mais um dia de trabalho, com a mente um pouco mais tranquila, mas ainda cheia de incertezas sobre o que estava por vir.

Caminhamos juntas pelo corredor apertado da villa até a casa de Dona Sueli. Eu segurava Rodriguinho no colo, e Duda seguia ao meu lado, com seu jeito despojado e um sorriso que parecia sempre pronto. Quando chegamos à porta, bati levemente. Dona Sueli, abriu a porta com uma expressão cansada.

Ela estava cercada por caixas, visivelmente chateada.

— Dona Sueli, tudo bem? — perguntei, olhando ao redor e vendo suas coisas sendo guardadas.

— Oi, Gisele... Bem, do jeito que dá, né? Estou de mudança, como todo mundo aqui... — ela respondeu, com um suspiro.

— Mudança? — Duda interrompeu, surpresa. — Vocês estão se mudando?

— A villa toda foi vendida para uma construtora, menina — explicou Dona Sueli, ainda mexendo nas caixas. — Todos nós fomos despejados. Só temos uma semana para sair daqui.

— Como assim? — Duda olhou para mim, perplexa. — Gisele, você sabia disso?

— Sabia, sim — respondi, tentando manter a calma. — Mas eu vou dar um jeito. Não se preocupe.

Apresento Duda a Dona Sueli como a tia de Rodriguinho, e a senhora sorriu gentilmente.

— Tia? Que bom... E o seu irmão, está bem? Ele causou uma confusão essa madrugada aqui…

— Ele dormiu — Duda respondeu, forçando um sorriso. — Acho que está melhor agora.

— Ele estava fora de si — Dona Sueli disse, balançando a cabeça. — Precisa tomar cuidado com a bebida, sério.

— A senhora tem razão. Vou falar com ele, Dona Sueli — Duda se adiantou, firme, mas com uma doçura no tom. — Pode deixar comigo.

Dona Sueli assentiu e nos deu passagem. Antes de sair, segurei firme Rodriguinho nos braços e sussurrei uma prece para a Virgem de Guadalupe. Minha mãe fazia isso quando eu era pequena, e agora eu fazia pelo meu filho. Coloquei a mãozinha dele na minha e rezei baixinho:

— Virgem de Guadalupe, protege meu filho, guia seus passos e guarda seu coração. Amém.

Beijei a testa dele e o coloquei delicadamente no chão. Ele deu uma risadinha, e eu sorri de volta, tentando aliviar o peso no meu peito. Desci as escadas com Duda, e assim que saímos da villa, avistei o carro de Rodrigo estacionado em frente.

— Vamos! — Duda disse animada, indo direto para o banco do motorista. — Peguei o carro emprestado do Rodrigo.

— Você não perde tempo, hein? — sorri, entrando no banco do passageiro.

CAPÍTULO 55 1

CAPÍTULO 55 2

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