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Uma noite, uma vida romance Capítulo 57

GISELE NARRANDO:

A noite foi avançando, e eu continuei a trabalhar, indo de um lado para o outro enquanto Duda permanecia sentada no balcão, intercalando drinks com água, como prometido. Conversávamos entre as pausas, e o movimento no bar estava a todo vapor, com o DJ tocando músicas que animavam a galera.

Quando meu turno finalmente acabou, Duda se levantou, um pouco cambaleante.

— Vamos, eu te dou uma carona — Ela disse, sorrindo animada.

Fiquei um pouco preocupada, principalmente porque ela tinha bebido mais do que eu esperava.

— Tem certeza que está bem pra dirigir? — perguntei, franzindo o cenho.

— Ah, Gisa, relaxa! Eu dirijo desde os doze anos — respondeu, rindo. — Meu pai que me ensinou, sabia?

— Tá, mas... eu tenho um filho pra criar, então por favor, vai devagar! — brinquei, mas no fundo estava séria.

— Pode deixar, eu sou uma excelente motorista — ela respondeu com uma piscadela, me puxando para fora do bar.

O caminho até a villa foi tranquilo, apesar da minha preocupação. Duda, era fiel à palavra, dirigiu com calma enquanto conversávamos sobre coisas leves, rindo e brincando o caminho todo. Quando finalmente chegamos, ela estacionou na frente da villa.

— Valeu pela carona, Duda. E por me ouvir hoje, foi importante.

— Que isso, Gisa! Eu adorei passar a noite com você. Amanhã te busco pra gente almoçar lá em casa, fechado?

— Fechado — confirmei, sorrindo. — Vou estar esperando.

Troquei nossos números de telefone e nos despedimos com um abraço rápido. Enquanto ela partia, senti uma onda de gratidão. Não era fácil encontrar alguém tão disposta a ouvir e oferecer apoio como Duda tinha sido.

Agradeci mais uma vez, pegando Rodriguinho com cuidado nos braços. Ele mal se mexeu, só resmungou algo ininteligível e se aconchegou mais no meu colo, ainda dormindo profundamente. Era impressionante como ele conseguia dormir em qualquer lugar.

Saímos da casa da Dona Sueli, e eu caminhei lentamente de volta para a nossa casa, com Rodriguinho nos braços. Ele estava tão quentinho e leve, mesmo cansada, eu sentia uma paz enorme por tê-lo comigo.

Ao chegar, coloquei-o delicadamente na cama, ajeitando o travesseiro e cobrindo-o com o lençol. Ele nem se mexeu. O cansaço era evidente em cada detalhe da sua expressão, e o sono profundo o embalava. Por um momento, fiquei ali ao lado dele, observando seu rostinho sereno. Ele era a coisa mais importante da minha vida, e por ele, eu enfrentaria qualquer batalha.

Suspirei, exausta, mas também aliviada. Apaguei a luz do quarto, deixando apenas um abajur suave aceso, e fui para o banheiro. Meu corpo parecia pesar uma tonelada, cada músculo doía de um jeito, mas saber que Rodriguinho estava seguro e descansando me dava paz.

Troquei de roupa rapidamente e depois me joguei na cama. Eu mal havia fechado os olhos, e o cansaço tomou conta de mim de uma vez só. Estava exausta, mas o pensamento de que tudo estava, pelo menos por enquanto, sob controle, me trouxe a tranquilidade que eu precisava para finalmente descansar.

Fechei os olhos e deixei o sono me levar.

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