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Uma noite, uma vida romance Capítulo 85

RODRIGO NARRANDO:

Destravei a porta da suíte e a levei até o sofá. Ajoelhei para tirar suas sandálias. Ao tocar seus pés, senti o arrepio que percorreu seu corpo, e confesso que o meu amigo dentro das calças reagiu de maneira inesperada. Minha mente ficou turva por um momento, mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Gisele me afastou com um empurrão de leve usando sua perna.

— Pode tirar a mão de mim agora — ela disse, ficando em pé, ainda desequilibrada, mas com o olhar desafiador.

Eu ri, levantando-me e encarando-a de frente. Ela era tão pequena, mas sua presença firme, me fazia sentir como se estivesse diante de uma tempestade.

— Você é muito marrenta — Eu disse, tentando manter o tom leve.

— E você é um canal ordinário — ela rebateu, com os olhos verdes brilhando com raiva.

— E você é muito linda — falei, sem pensar, enquanto minha mão deslizava para seu rosto, colocando seus cabelos para trás.

Ela era, de fato, hipnotizante, mesmo naquele estado.

— Para com isso. Você gosta apenas das mulheres casadas, que são tão ordinárias quanto você, por isso nunca vamos dar certo — ela riu, se afastando, mas quase caiu.

Segurei-a pela cintura antes que se machuque.

— Você precisa de um banho. Só está falando merda — Eu disse, tentando mantê-la de pé.

— Eu não vou tomar banho com você, Rodrigo... esquece — ela retrucou, se debatendo, mas eu sabia que era mais forte

— Não vai ser comigo — respondi, agarrando-a com mais firmeza por trás e segurando seus braços, levando-a até o banheiro.

Liguei a ducha e, sem pensar duas vezes, coloquei-a debaixo da água com roupa e tudo.

— Seu louco, está molhando minha roupa! — ela falou, agora completamente molhada, enquanto a água morna escorria pelo seu corpo.

Eu também me molhei, mas não me importava. Precisava trazer ela de volta à realidade.

— Você vai me agradecer depois. Confia em mim — falei, ficando perto demais dela.

Eu estava completamente molhado, com o coração acelerado. A água que caía no chão fazia eco no quarto, e a única coisa que eu conseguia ouvir era minha respiração pesada, misturada com a dela. Gisele estava à minha frente, com os olhos semicerrados, o corpo tenso. Num impulso que eu não podia controlar, prensei-a contra a parede, segurando as mãos dela com firmeza para os lados. Nossos corpos colados, o clima era tão intenso que parecia que o ar entre nós estava carregado de eletricidade.

Seus lábios rosados ​​estavam entreabertos, respirando de forma ofegante, e a visão deles me deixava hipnotizado. Seus olhos tinham um brilho de desafio, mas também algo mais, algo que me chamava de uma forma irresistível. Meu olhar percorreu os detalhes do seu rosto molhado, seu cabelo colado à pele, a curva do seu queixo, a respiração que subia e descia em seu peito. Ela era tão linda, tão incrivelmente linda que era impossível resistir. Antes que eu pudesse me conter, me inclinei e tasquei um beijo quente, intenso, cheio de desejo em seus lábios.

Ela reagiu de imediato, tentando se soltar das minhas mãos, batendo no meu peito e me empurrando com as palmas. Mas eu a segurei com firmeza, puxando-a pela cintura e segurando a nuca dela, colando meu corpo no dela. Aos poucos, ela parou de lutar. A resistência se dissolveu enquanto seus lábios finalmente correspondiam ao beijo, sua língua encontrando a minha, e as mãos dela cravaram-se nos meus braços. O mundo lá fora desapareceu, e tudo o que restava era o calor daquele momento, o gosto da boca dela, o toque dos nossos corpos úmidos.

Minha mão começou a deslizar pela lateral do corpo dela, descendo pelas suas coxas e subindo pela cintura, tocando seus seios, sentindo as curvas dela mesmo por cima da camiseta molhada. Meu corpo reagia a cada toque, a cada suspiro que ela soltava. Eu estava completamente duro, louco por ela.

Gisele, em um gesto que me surpreendeu, começou a levantar a minha camisa, seus dedos leves desabotoando minha calça. A urgência dela acendeu um alarme em mim, e, num movimento brusco de autocontrole, eu interrompi o beijo, ofegante, e olhei para ela. Ela também estava ofegante, seus olhos semicerrados de desejo, com as bochechas coradas.

Era quase impossível resistir.

Meu corpo ainda vibrava com desejo, mas minha cabeça sabia que eu precisava me segurar, então me afastei dela. Tirei minha camisa molhada, minha calça, meus sapatos, as meias, e minha cueca, até ficar completamente nu. Me sequei com uma toalha, depois coloquei um roupão branco, e, quando voltei até ela, Gisele estava me observando, com seus olhos desviando rapidamente quando viu que eu tinha pegado ela olhando enquanto eu estava pelado.

Desliguei o chuveiro, e ela quase caiu, desorientada. A segurei rapidamente, com nossos rostos próximos demais, e por um momento pensei em beijá-la de novo, mas me contive. Envolvi-a com uma toalha e comecei a tirar sua roupa molhada, peça por peça. A cada centímetro de pele que eu via, meu autocontrole foi testado.

Ela era ainda mais linda nua. Sem pelos, com a pele lisa e rosada, curvas que me deixavam sem ar. Tive que me forçar a continuar, enrolando-a em um roupão para cobrir aquele corpo perfeito.

— Você é um pervertido — ela resmungou irritada. — Nunca viu uma mulher nua?

— Eu já te vi nua... e você é perfeita — sussurrei, e era a mais pura verdade.

— Para de me elogiar, não caio no seu papo cretino — ela resmungou, mas eu sorri.

Depois de se queixar, ela pediu água, e eu entreguei uma garrafa para ela, que virou tudo de uma vez. A levei para a cama, pois estava com o corpo mole, e ela se deitou, um pouco relutante, ainda me xingando e me ofendendo. Eu fiquei de pé por um momento, apenas a observar, o quão linda ela era... E, de repente, percebi o quanto Rodriguinho também tinha traços dela.

Meu coração batia descompassado. O beijo, o corpo dela, minha mente estava uma bagunça. Eu apaguei as luzes e me deitei ao lado dela, cobrindo nós dois com o edredom. O ar estava frio por causa do ar-condicionado ligado, mas ao abraçar a cintura dela por trás, o calor do corpo dela me envolveu de uma forma que nada mais importava.

Seu cheiro, sua presença, a forma como ela se encaixava perfeitamente em meus braços... tudo parecia tão certo.

— Gisele... o que você fez comigo? — sussurrei, sem esperar resposta.

Eu sabia que não queria estar em nenhum outro lugar.

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