Alberto
Desde que recebi a notícia de que Lara estava na casa de Khaled, não consegui dormir direito. Parte de mim ainda não acreditava que minha própria filha teve a audácia de tentar fugir. Eu sempre soube que ela era ingrata, sempre soube que ela carregava um ressentimento infantil dentro dela, mas tentar arruinar um casamento como esse? Tentar prejudicar a própria família? Isso ultrapassava qualquer limite.
Eu não podia permitir que ela continuasse com essa rebeldia. Se Khaled perdesse a paciência, tudo o que construíria desmoronaria.
Na manhã seguinte, me arrumei e fui pessoalmente até a residência de Khaled. O caminho foi longo, e quanto mais me aproximava da propriedade luxuosa, mais a raiva se acumulava dentro de mim.
Ao chegar, fui recebido por empregados educados, mas distantes. Não demorou para que uma mulher vestida de forma tradicional se aproximasse, com um olhar respeitoso, mas sem pressa alguma.
— Senhor Alberto, em que posso ajudá-lo?
— Vim falar com minha filha — respondi de imediato. — Onde ela está?
A mulher manteve a postura reta, sem demonstrar surpresa.
— Vou chamá-la. Por favor, aguarde um momento.
Ela saiu do salão, deixando-me ali em pé, esperando. Cruzei os braços, tentando manter a paciência. A casa de Khaled era impressionante, decorada com um luxo extravagante, mas meu foco era apenas Lara.
Minutos se passaram até que a empregada retornasse. Algo na sua expressão mudou.
— Senhor… sua filha disse que não deseja vê-lo.
Senti um aperto no peito, como se um soco invisível tivesse me atingido.
— O quê?
— Ela disse que o pai dela morreu no dia em que o senhor a vendeu — a mulher repetiu, sua voz baixa, mas clara.
O sangue ferveu dentro de mim.
— Essa menina enlouqueceu? Eu sou o pai dela!
A empregada continuou parada, impassível diante do meu surto.
— Sinto muito, senhor, mas eu apenas sigo ordens da senhora da casa.
Meu corpo ficou rígido.
— Senhora da casa?
Ela assentiu.


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