Maisha
Contei para as meninas que estava grávida do Pashir. Elas ficaram mais agitadas do que eu esperava. Foi como se a gravidez fosse delas, não minha.
Começaram a falar que eu precisava pensar grande. Que eu não era qualquer uma. Que eu estava carregando o filho dele e que isso me colocava em outro lugar.
Disseram que eu precisava ser a mulher dele de verdade. Que eu devia investir nisso. Que eu não podia aceitar ficar em segundo plano.
No começo eu tentei cortar o assunto, mas confesso que aquilo ficou martelando na minha cabeça.
Dias atrás, Pashir tinha dito que existia a possibilidade de ele ter que se casar comigo por causa do bebê… por causa das tradições.
Ele não falou como uma certeza.
Falou como uma possibilidade.
E isso me deixou confusa.
Porque, ao mesmo tempo, ele continuava com a Khandra.
Então eu não sabia se aquilo era real… ou só uma conversa jogada ao vento para me tranquilizar.
Mas a dúvida ficou.
Comecei a pensar — não de um jeito ruim, mas de um jeito humano.
Por que eu teria que aceitar menos?
Por que eu teria que ser a mulher escondida, enquanto outra vive a vida ao lado dele?
Khandra já teve um casamento. Já construiu uma família com o Zayd.
Eu nunca tive ninguém.
Nunca tive uma vida construída.
E agora eu estava grávida de um dos homens mais poderosos daquela região.
Será que era errado eu querer mais?
Comecei a me arrumar para ir ao evento.
Eu sabia que talvez não fosse a melhor ideia, mas queria aproveitar enquanto ainda dava.
Antes da barriga crescer.
Antes das pessoas começarem a me olhar diferente.
Antes de tudo mudar de vez.
Quando cheguei perto da entrada do evento, vi o carro do Pashir estacionado.
Meu coração acelerou imediatamente.
Eu sabia que ele estava ali.
Sabia também que ele ficaria na área reservada, longe de mim.
E, principalmente, eu sabia que eu não tinha sido convidada para subir.
Dei de cara com Imara e Leila.
As duas me olharam dos pés à cabeça e sorriram daquele jeito que só quem gosta de provocar sabe sorrir.
Leila:
— Olha só… a mãe do herdeiro chegou.
Ela inclinou a cabeça, divertida.
— Você bem que podia dar um jeito de levar a gente para a área reservada, não podia?
Maisha:
— Nem brinca. Primeiro porque aquele espaço não é meu. Segundo porque o Pashir não me chamaria para lá.
Respirei fundo.
— E, sinceramente, eu não estou procurando confusão. Eu só quero ficar tranquila.
Imara cruzou os braços.
Imara:
— Ele veio sozinho. Quer dizer… veio com o Sahir. Mas sem mulher.
Ela me olhou com um sorriso provocador.
— Então você pode parar de fingir que não tem chance. Ele mesmo já falou que pode casar com você. Isso não é pouca coisa.
Meu estômago revirou.
Maisha:
— Ele disse que existe a possibilidade. Não disse que vai acontecer.

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