Khandra
Quando Zayd me avisou que não poderia voltar hoje porque ainda não tinha resolvido a vida dele com Rafaela, eu respirei fundo. Eu sabia que Pashir teria que ir sozinho ao evento. Mesmo assim, meu coração estava inquieto. A gravidez daquela menina mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. Eu deveria estar feliz, afinal eu não posso dar filhos a ele, mas foi estranho. Foi como sentir o chão se mover debaixo dos meus pés.
Eu vou receber essa criança de braços abertos. Disso eu não tenho dúvida. Mas o medo existe. E se, com o tempo, ele decidir que o certo é formar uma família com o filho dele? E se eu for apenas uma fase boa em meio a uma obrigação maior?
Depois de tudo que vivi antes, a calmaria veio com ele. Eu não quero perder isso. Não é dependência. É paz. E eu lutei demais para finalmente encontrá-la.
Pashir entrou no quarto enquanto eu ainda estava perdida nesses pensamentos.
Pashir: Está com a cabeça longe, não está?
Khandra: Estou tentando organizar tudo que aconteceu nesses últimos dias. Parece que a minha vida virou de cabeça para baixo.
Pashir: Daqui a pouco Omar vai ter alta e vamos voltar para casa. As coisas vão se acalmar.
Khandra: Eu estou tentando manter a tranquilidade, mas está difícil.
Ele se aproximou mais, atento demais.
Pashir: Fala comigo. O que está passando pela sua cabeça?
Respirei fundo antes de falar.
Khandra: Essa gravidez me deixou insegura. Eu sei que você quer muito ser pai. Eu fico feliz por você, de verdade. Mas eu tenho medo do que isso pode mudar entre nós.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos. E então falou, com a voz mais baixa, mais pesada.


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