Lara
Depois que Khaled saiu do meu quarto, continuei parada no mesmo lugar, tentando entender até onde ia a audácia daquele homem. Ele realmente acreditava que eu obedeceria a qualquer ordem que ele desse? Ridículo.
Bufei, apaguei as luzes e me deitei na cama. Mas, antes mesmo de conseguir fechar os olhos, ouvi batidas na porta.
Ignorei.
As batidas vieram de novo, mais firmes.
Ignorei de novo.
Então, a maçaneta girou e a porta se abriu sem cerimônia. Dois seguranças altos e vestidos de preto pararam ali, me encarando.
— O senhor Khaled está esperando você — um deles disse, com a voz firme.
Cruzei os braços, irritada.
— Eu não vou.
— Vai por bem ou por mal?
Engoli em seco. Meu coração acelerou. Eles realmente me arrastariam se eu recusasse?
Respirei fundo, tentando manter a dignidade.
— Eu vou andando.
Levantei da cama e caminhei para fora do quarto com a cabeça erguida, ignorando o frio na barriga.
Quando cheguei à porta do quarto dele, hesitei por um segundo antes de entrar. Assim que cruzei a soleira, vi Khaled de pé, só de cueca branca, como se já estivesse esperando minha chegada.
Meu olhar desceu pelo corpo dele, involuntariamente. O abdômen definido, os ombros largos, as coxas fortes... Ele era bonito, disso eu já sabia, mas ali, sem camisa, a pele morena iluminada pela luz amarelada do abajur, parecia ainda mais imponente.
Ele sorriu, convencido.
— Eu falei que você ia vir de qualquer jeito.
Cruzei os braços, tentando ignorar o calor nas minhas bochechas.
— Isso não tem graça.
Ele se aproximou, erguendo uma das mãos e deslizando os dedos pelo meu rosto. Um arrepio subiu pela minha espinha.
— Por que você quer evitar o inevitável? — ele perguntou, baixinho.
Eu me afastei um pouco, colocando as mãos em seu peito e o empurrando.
— O que você está fazendo? — murmurei, mas minha voz saiu fraca.
Ele deslizou os lábios pela minha pele, seus dedos subindo lentamente pela lateral da minha coxa.
Meu corpo reagia antes mesmo que minha mente processasse. Um arrepio percorreu minha espinha, e eu prendi a respiração quando a mão dele chegou ao topo da minha coxa, os dedos roçando sobre a minha calcinha.
— Não — soltei, num sussurro.
Khaled parou, os olhos escuros fixos nos meus.
— Por que não?
Eu respirei fundo e fechei os olhos antes de responder.
— Eu sou virgem.
Silêncio.
Quando abri os olhos, Khaled ainda me olhava, mas agora havia algo diferente em sua expressão. Algo que eu não sabia interpretar.
E, por um momento, ele simplesmente ficou ali, apenas me observando.

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