LUKE
— Me diga, que porra vocês estão fazendo aí!
Eles deviam proteger Olivia. Como puderam deixar algo assim acontecer?
— Senhor, não tenho certeza do que o senhor está falando. Sra. Walker está bem.
Eu dei uma risada sombria e senti a minha raiva crescer como brasas atiçadas.
— Se você não sabe o que está acontecendo, então isso quer dizer que é um incompetente do caralho. Descubra quem fez isso e me mande esse sujeito!
Eu encerrei a ligação. Eu não acreditava que minha filha tinha feito uma coisa dessas. Havia algo profundamente errado naquela história.
— O que Olivia está fazendo?
Elodie era outra que ia me enlouquecer.
— Você conhece Olivia melhor do que ninguém. Você acha que ela faria algo assim?
Ela deu de ombros e, se Elodie não acreditava nela, então Marcus não seria diferente.
— Dizem que uma imagem pode dizer mil palavras.
Eu dei um sorriso de desprezo. Que diabos ela estava tentando dizer?
— Temos repórteres no portão.
Eram aqueles abutres sedentos por sangue.
— Eu preciso falar com minha filha. Dê um jeito naqueles repórteres. Há crianças nesta casa.
Eu me afastei e liguei para Olivia. Não demorou para ela atender.
— Pai, está tudo bem com as crianças? — Minha pobre filha não tinha ideia do que estava acontecendo. Se entrasse na internet, descobriria em poucos segundos.
— Olivia, o que você está fazendo aí? — Que diabos ela estava fazendo? Estaria se tornando uma daquelas esposas que viajavam a negócios apenas para trair os maridos? — Como assim, pai? As crianças estão bem?
Ela parecia mais preocupada com as crianças do que consigo mesma.
— As crianças estão bem. Agora me diga, o que você está fazendo? — Ela suspirou, aliviada. — Estou me preparando para ir me encontrar com nossos clientes. Vou ligar de novo depois da reunião.
Ela realmente não sabia o que estava acontecendo.
— Olivia, você está em todas as notícias. Verifique e me ligue de volta.
Eu encerrei a ligação. Eu não conseguia dizer isso a ela. Como poderia? Eu era o pai dela e perguntar-lhe tais coisas me deixava desconfortável. Mesmo assim, eu tinha a sensação de que tudo aquilo tinha a ver com aquele cara.
Eu o avisei para não mexer com minha filha e ele não ouviu. Eu não seria culpado pelo que fizesse em seguida. As minhas ações seriam justificadas. Eu tinha dado um aviso justo e não foi culpa minha se o garoto não ouviu.
Meu telefone tocou novamente e eu olhei para a tela. O nome da minha filha apareceu e eu suspirei antes de atender.
— Pai, o que está acontecendo? — Ela parecia que ia chorar.
— Eu vou ver o que posso fazer, Olivia. Mas eu não acho que você deva ir a essa reunião. O seu cliente pode já ter visto as notícias e as fotos.
Houve silêncio do outro lado da linha. Eu senti pena dela, embora, no fundo, eu soubesse que Nathan tinha algo a ver com aquilo. Olivia tinha sido drogada e não fazia ideia de como aquilo acontecera.
Nathan tinha ameaçado Marcus usando ela, mas nós não sabíamos que ele faria algo tão sinistro.
— Eu não fiz nada de errado, pai. Por que eu deveria me esconder?
Ah, minha pobre garotinha. Às vezes ela agia como se não soubesse o quão cruel o mundo podia ser.
— Olivia, não importa se você fez algo errado ou não. As pessoas ainda vão julgar. Elas não conhecem você aí. Vão acreditar apenas no que leem nas notícias. Não se submeta a esse julgamento.
Senhor, ela tinha passado por muita coisa e eu não queria que se machucasse de novo. Nós achávamos que tínhamos coberto tudo, vigiando aquele cara e protegendo-a à distância. Estávamos errados, porque algo assim aconteceu mesmo com nossos homens lá.
— Eu vou para a minha reunião, pai. A minha vida pessoal não tinha nada a ver com eles. Eles vão ter que ser profissionais e esquecer o que viram. — Como se isso fosse acontecer. — Eu vou enviar um jato. Sempre que você quiser ir embora, apenas vá ao aeroporto. O jato vai estar esperando.
Eu encerrei a ligação. Eu tinha a sensação de que ela ia precisar disso, de que a reunião não sairia como ela esperava. As pessoas eram cruéis e não importava se fosse pessoal ou não. Se quisessem julgar, iam julgar.
Além disso, se decidissem não trabalhar com ela por causa daquilo, então era isso que fariam e não haveria nada que ela pudesse fazer para mudar.
— Me deixe adivinhar. Ela alegou que não sabe o que aconteceu.
As palavras dela me irritaram. Se ela não confiava nela, então quanto mais os clientes e o marido?
— Não é alegação nenhuma. Ela não fez isso! — Ela estava me irritando. — Eu sei que você quer acreditar na sua filha, mas, às vezes, as coisas são exatamente como parecem.

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