Entrar Via

Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 114

POV: DOMINIC FERRARO

Três dias. Três dias me forçando a ficar longe daquele quarto, lutando contra o instinto animal de arrombar aquela porta e me enterrar nela até esquecer meu próprio nome. Eu estava no corredor, agindo como um segurança de merda na porta da minha própria prisioneira, pensando em como dizer a ela que vamos viajar. Pensando em como dizer que ela teria que cruzar o oceano ao lado do cara que ela mais odeia no mundo.

Quando a porta se abriu, o susto dela foi nítido, mas o meu foi uma pancada no peito; meu coração errou a batida de um jeito que eu não achei que fosse possível.

— Estava indo ao banheiro — menti. A porra do banheiro era para o outro lado, mas a minha lógica tinha morrido no momento em que vi os lábios dela, ainda inchados pelos meus beijos, e aquele olhar que sempre parecia me desafiar a ser o monstro que eu dizia ser.

Conversamos. Eu dei a notícia do dia 17, a data marcada para a minha execução emocional. Eu ia devolvê-la. Mas, antes disso, eu a levaria para o Brasil. E então, eu falei daquela roupa. Não sei por que diabos mencionei a porra do short de academia, mas a ideia de outros homens mesmo os soldados do Moretti olhando para a pele branca dela, mapeando as curvas que eu tinha acabado de reivindicar, me fazia querer queimar o mundo.

— Não pense nada demais. — eu disse, tentando retomar o controle da minha própria sanidade. Mas quem eu estava tentando enganar? Eu estava agindo como um adolescente possessivo e perigoso.

O trajeto até o motel foi um exercício de tortura. O helicóptero, o vento chicoteando o vestido dela, ela usando o meu moletom... o cheiro de jasmim misturado ao meu perfume era inebriante demais. Chegamos ao quarto e o plano era simples: vigiar. Mas quando a vi deitada naquela cama de motel barata, meu autocontrole simplesmente evaporou.

Aproximei-me e me deitei ao lado dela. Eu só queria sentir o cheiro dela uma última vez antes da barreira do Brasil se erguer entre nós. O colchão afundou e ela virou-se para mim. Aqueles olhos verdes me encararam com uma intensidade que sugaria a alma de qualquer homem. Eu levei a mão ao rosto dela, tirando uma mecha de cabelo prateado, e senti a eletricidade estalar entre nós.

Ela fugiu. Saiu para a varanda em busca de ar, e eu fui atrás como um predador que não consegue abandonar a presa. O neon azul do letreiro piscava, pintando a cena de sombras, e quando a prensei contra a parede externa, a confissão saiu como um rosnado: eu sentia o cheiro dela em cada centímetro daquele lugar. Eu a beijei com o desespero de um condenado à morte. Era um beijo que dizia tudo o que eu não podia falar: eu sou seu, Alessia. E eu estou destruído por causa disso.

A interrupção do Cassian foi o balde de água fria necessário, mas o estrago já estava feito.

Ao amanhecer, partimos. O encontro na pista de pouso foi o marco da transição. Killian já estava lá com a Heloísa. Vi o modo como ele segurava a mulher dele; era a mesma possessividade doentia que agora corria nas minhas veias. Despedi-me do Lorenzo com um olhar. Ele sabia. Ele via a rachadura na minha armadura.

— Cuida dela — Lorenzo disse em silêncio antes de partir com o Moretti para a Índia. Eles iam para a guerra. Eu ia para o Brasil.

Entrei no jato com o Canário e as mulheres. Lorenzo e Killian resolveriam a questão dos contêineres na Ásia, enquanto eu ficaria em São Paulo, agindo como o muro de contenção entre a Alessia e o resto do mundo. Sentei-me na parte da frente do avião, longe dela, servindo-me de um uísque duplo. Eu sentia os olhos dela em mim através da porta da cabine. Era um peso confortável, mas aterrorizante. Eu estava levando a mulher que vale 3 bilhões de dólares para a casa de um aliado, sabendo que no dia 17 eu teria que entregá-la.

A ironia era sangrenta: eu sou o monstro da Sicília, mas estou atravessando o oceano para ser o guardião do meu próprio fim. Se alguém tentasse pegá-la, eu morreria matando. Mas o que mais me assustava não eram os assassinos lá fora; era o que aconteceria quando chegássemos à Fortaleza e eu não conseguisse mais manter minhas mãos longe dela.

O voo foi mais calmo do que eu esperava. Da cabine, eu observava a Alessia conversando com a Heloísa e, por um momento, senti um alívio estranho. Ver a Alessia gesticulando, interagindo como uma mulher normal e não como uma prisioneira acuada, acalmou o monstro dentro de mim. Enquanto isso, eu revisava a logística da segurança com o Canário e jogava videogame com o Cassian para passar o tempo, tentando desesperadamente não pensar no dia 17.

Quando pousamos em solo brasileiro, o calor de São Paulo nos atingiu, mas o que me pegou de surpresa foi o som de risadas altas vindo da parte de trás do jato.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE