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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 123

POV: ALESSIA LOMBARDI

Fui para o meu quarto e a primeira coisa que fiz foi me trancar no banheiro para mais um banho. Lavei cada centímetro do meu corpo, sentindo a água levar o cansaço, mas não a ansiedade. Saí do banheiro e vesti um baby doll de seda vermelha, curto e soltinho, daqueles que mal cobrem o necessário e deixam a pele respirar. Eu me sentia sexy, poderosa e me enchi de perfume; ao mesmo tempo, sentia-me terrivelmente vulnerável. Eu não queria admitir, óbvio, mas meu corpo ansiava por uma visita noturna.

Balancei a cabeça negativamente, tentando afastar esses pensamentos, e me deitei para dormir. Mas não consegui. Me virei, remexi e mudei de posição de novo, e de novo. Droga. O dia tinha sido bom, tranquilo... quase normal. Mas enquanto eu me revirava naqueles lençóis de seda, sentia que faltava alguma coisa. Uma peça que não encaixava. Fazer sexo com o Dominic deveria ter sido um castigo, uma lembrança amarga da minha condição de prisioneira, mas o meu corpo era um traidor. Era bom demais. E a ideia de que eu teria que ficar para sempre sem aquele toque, sem aquela fúria possessiva me preenchendo, estava me deixando louca.

Eu não queria admitir, mas eu queria mais. Tinha medo de ser aquela coisa que dizem: que quando você perde a virgindade com alguém, você acaba se apaixonando sem querer . Mas eu tinha a terrível certeza de que me apaixonei muito antes disso. Agora não houve nenhum motivo positivo para isso ter acontecido, mas também não vinha nenhum negativo.

Apenas essa droga de vida e essa merda de reflexão que não me levavam a lugar nenhum.

Levantei-me e saí do quarto com a desculpa de beber água. Senti a seda deslizando pela minha pele como um lembrete tátil do que eu realmente desejava. Passei pela porta do quarto dele e estava fechada. Fui até o fim do corredor, fingindo que estava apenas caminhando, e voltei. Dei outra volta, meu coração martelando contra as costelas, até que parei diante da madeira escura da porta dele. Fiquei ali, hesitante, a mão suspensa no ar.

"Deve estar dormindo", pensei. Decidi ir beber água; esses pensamentos me deixaram com a boca seca.

Segui até a cozinha e dei de cara com alguns seguranças parados. O susto foi tão grande que minhas mãos falharam e eu acabei quebrando um copo de vidro. O barulho estilhaçando no chão pareceu um tiro no silêncio da casa.

— Me desculpa, de verdade! — falei, me abaixando rápido para tentar juntar os cacos.

— Eu cato, senhorita, por favor — o segurança disse, parecendo preocupado.

— Não é justo, eu quebrei, eu ajudo — insisti.

— Alessia? O que está acontecendo aqui? — A voz ecoou da porta da cozinha.

Dominic estava parado ali, vestindo apenas uma calça de moletom cinza com peitoral definido à mostra, e com uma arma apontada diretamente para a cabeça do segurança.

— Não é nada! É que eu deixei um copo cair e estava só ajudando ele a limpar... — disse, me levantando devagar e colocando meu corpo propositalmente na frente do homem para protegê-lo.

Meus olhos traidores, ao invés de fixarem no rosto do Dominic, fixaram naquele abdômen largo, nos músculos tensos e na pele que eu já conhecia tão bem. Ele me olhou de cima a baixo, arqueando a sobrancelha enquanto seus olhos mapeavam cada centímetro de pele que o baby doll vermelho deixava à mostra. Eu daria qualquer coisa para saber o que se passava na mente dele naquele segundo.

— Então saia daqui e vá para o seu quarto.

Dei alguns passos ousados até ele e, com a ponta dos dedos, abaixei o cano da arma.

— Você não pode sair apontando a arma assim para todo mundo, Dominic. Foi só um copo.

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