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Virgem Roubada pelo Mafioso Psicopata :CONTRATO DE SANGUE romance Capítulo 127

POV: DOMINIC FERRARO

Após o nosso sexo selvagem, depois de tudo o que aconteceu depois daquela cena na piscina, eu não sabia mais quem eu era. Minha cabeça era um campo de guerra minado e, pela primeira vez na vida, a porra do meu autocontrole não estava funcionando. Eu estava perdido, flutuando em um abismo que tinha o nome de Alessia Lombardi, e o pior de tudo é que eu não queria ser resgatado.

O telefonema do Lorenzo só serviu para jogar gasolina no inferno que já estava a minha mente. Ele me contou sobre o desastre na Índia; foram alvejados, cercados como ratos. Lorenzo levou um tiro. Ele diz que está bem, mas eu conheço aquele desgraçado; ele morreria sorrindo antes de admitir fraqueza. Mas o golpe final não foi o sangue derramado, foi a informação. O sobrevivente que eles interrogaram entregou a sentença antes de se matar: há um infiltrado entre nós.

Um rato. Alguém que come na nossa mesa e vende nossos segredos. Olhei para as paredes da Fortaleza sentindo uma paranoia corrosiva. Meus soldados são testados, fiéis... ou pelo menos era nisso que eu precisava acreditar para não começar a fuzilar todo mundo neste corredor.

Desliguei o telefone sentindo o peso do mundo esmagando meus ombros. Para completar a desgraça, a mensagem do Leopoldo chegou como um lembrete de que o tempo é meu inimigo. O "lugar seguro" para o dia 17 estava pronto. Um hotel, uma equipe, o ponto final. Respondi apenas "OK", sentindo cada letra queimar meus dedos, como se eu estivesse assinando a minha própria execução.

Saí para respirar, tentando focar na m**** da estratégia, mas o que vi na piscina quase me fez perder o resto da razão. Ela estava lá, rindo com o Leonardo, o segurança da Heloísa. Provocando, testando o tamanho da minha coleira. Eu queria matar aquele infeliz, queria ver o sangue dele manchar a água azul daquela piscina, mas o Leonardo era intocável sem causar uma guerra diplomática com os Moretti. Tive que engolir minha fúria, e o gosto era de bile.

O dia passou como um borrão de tortura psicológica. Jogamos videogame com o Cassian e, por um breve momento, a risada dela me fez esquecer da lista, do infiltrado e da data em que eu teria que arrancá-la de mim. Mas o jantar trouxe a realidade de volta, fria e cortante.

Eu não conseguia dormir. Saí do meu quarto, as pernas me levando mecanicamente até a porta dela. Fiquei ali, parado na penumbra, um predador hesitando diante da própria presa. Decidi ir até o jardim para esfriar o sangue, e foi quando a vi na cozinha.

A reepreendi. Ela estava com uma roupa que, para qualquer outro, seria apenas um pijama, mas para mim era um convite ao crime. Eu não queria que ninguém mais a desejasse. Eu queria furar os olhos de qualquer homem que ousasse imaginar o que havia por baixo daquela seda vermelha. Aquilo eram os pregos no meu caixão. O que eu faria quando ela estivesse longe? Como eu ia controlar o mundo se não conseguia controlar meu próprio instinto de morder quem chegasse perto dela?

Depois que resolvi a situação com o segurança, voltei para o quarto e ela estava lá. No meu território.

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