POV: DOMINIC FERRARO
Eu estava fora de mim. A mistura de raiva pela insolência dela e o desejo acumulado transformaram meu sangue em veneno. Segurei Alessia pelos ombros e a girei com uma brutalidade calculada, forçando-a a encarar o rack de metal. A corda de pular, esticada e firme nos seus pulsos, mantinha seus braços elevados, o que tensionava os músculos das costas e arqueava sua coluna de um jeito que a deixava completamente à minha mercê.
Aproximei meu rosto da sua nuca, sentindo o calor febril que emanava dela. Passei a língua lentamente pela pele exposta entre a base do pescoço e o início do tecido do top, saboreando o sal do suor misturado ao perfume de jasmim.
— Até o seu suor é viciante, sabia? — sussurrei, sentindo-a estremecer violentamente sob o meu toque. — Você é a porra da tentação da minha vida, Alessia. Eu estou ferrado, estou completamente f*****, e a culpa é toda sua. Eu não sei o que vou fazer com você amanhã, mas sei exatamente o que vou fazer em você agora.
Minhas mãos subiram com uma urgência cega, agarrando seus seios por cima do tecido elástico do top. Apertei com força, sentindo a resistência da carne e os mamilos já rígidos contra as minhas palmas. Ela começou a se debater, os pulsos puxando a corda lá no alto, o metal do rack rangendo com o esforço.
— Não... para com isso, Dominic! — ela exclamou, mas a voz saiu em um arquejo que entregava a mentira.
Ignorei o protesto. Enfiei os dedos por baixo da alça do top e, com um puxão seco, expus seus seios ao ar frio da sala. Continuei a apertá-los, observando como a minha pele bronzeada e calejada contrastava com a brancura quase translúcida da dela. Vê-la assim, marcada pelas minhas mãos, era a única coisa que silenciava a paranoia sobre traidores e infiltrados na Sicília.
Virei o rosto dela para o lado, forçando-a a me encarar por cima do ombro. Antes que ela pudesse dizer outra palavra ácida, selei nossos lábios em um beijo que não tinha nada de carinho. Foi um choque de dentes e línguas, uma disputa por domínio. Alessia, em um ímpeto de fúria, mordeu meu lábio inferior com força. Senti o estalo da pele e o gosto metálico e quente do sangue inundar minha boca.
Eu não recuei. Pelo contrário, aprofundei o beijo, saboreando o meu próprio sangue misturado ao desejo dela. Aquilo era o que éramos: dor e prazer entrelaçados.

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