POV: DOMINIC FERRARO
Afastei-me o suficiente para ter ângulo, observando a brancura daquelas nádegas contra a renda vermelha da calcinha que eu tinha acabado de expor. O contraste era obsceno, uma provocação direta aos meus instintos mais primitivos.
— Eu contei, Alessia. Catorze — rosnei, a voz vibrando com uma frieza assassina. — Catorze porcos que olharam para você como se pudessem te tocar. E agora, você vai contar comigo cada um dos t***s, avisos que eu vou deixar na sua pele.
Ela soltou uma risada curta, desafiadora, embora o corpo tremesse contra o metal gelado do rack.
— Você só pode estar sonhando, Dominic — ela provocou, virando o rosto para me encarar com aquele brilho verde de quem não se dobra nem diante do carrasco. — Vai precisar de mais do que catorze t***s para me fazer baixar a cabeça.
Eu não respondi com palavras. Ergui a mão e desferi o primeiro tapa. O som da palma da minha mão atingindo a carne macia ecoou como um tiro na sala de equipamentos. A marca vermelha surgiu instantaneamente na pele alva, desenhando o rastro da minha posse. Ela rangeu os dentes, os ombros subindo com o impacto, mas não soltou um som.
— Conta — ordenei. Silêncio.
Desferi o segundo, muito mais forte, fazendo o corpo dela saltar contra a estrutura de aço. Alessia soltou um arquejo de dor e surpresa, percebendo que eu não estava brincando.
— Um... — ela sussurrou, a voz trêmula mas carregada de veneno.
— Mais alto. Eu quero que você sinta o peso de cada olhar que permitiu sobre o seu corpo — sibilei, aproximando meu rosto da nuca dela, aspirando o calor que emanava da sua pele agora febril. — Eu pretendo te deixar marcada, principessa. Marcas que vão durar até o dia de você ir embora, para que você olhe no espelho e lembre exatamente a quem pertence.
— Você é um idiota psicopata! — ela gritou, tentando se debater contra a corda de pular que prendia seus pulsos. — Acha que me batendo vai me fazer esquecer que você é um monstro?

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