POV: DOMINIC FERRARO
Os últimos dias no Brasil foram um borrão de luxúria e perdição. Eu perdi a conta de quantas vezes possuí a Alessia em cada canto daquela Fortaleza. Na academia, no escritório, no chuveiro... meu corpo não me obedeceu mais. Bastava um olhar dela, um movimento do quadril ou o som daquela risada debochada para que meu pau ficasse duro instantaneamente, latejando com uma necessidade que beirou a agonia. Eu fiquei viciado no gosto dela, no aperto daquela b***** que pareceu ter sido moldada apenas para me prender.
Eu soube que estava perdido. Cada estocada foi um prego no meu caixão, mas eu não consegui parar. Eu quis consumi-la até que não sobrasse nada, gravando minha marca tão fundo nela que nenhum outro homem jamais conseguisse apagar. No quinto dia, a bolha estourou. Lorenzo enviou a mensagem que mudou tudo: ele assinou a Omertà final. Eu me tornei agora, oficialmente, o Capo de todos os territórios, o herdeiro absoluto do império. Era hora de voltar para casa, para a Sicília, para o centro da guerra.
Coloquei todos no jato. O voo de volta foi silencioso, mas a eletricidade entre mim e a Alessia ainda queimou o ar. Eu a olhei e senti um aperto no peito que não foi apenas desejo; foi o medo. Eu nunca senti medo literalmente em toda a minha vida, mas agora eu senti. Medo por ela, por deixá-la. Com certeza, essa foi a decisão mais difícil que já tomei.
Eu casaria com ela. Eu, que nunca me imaginei preso a ninguém, agora entendi que passaria o resto da vida ao seu lado. Caralho. Eu amo essa mulher por completo e, só de imaginá-la longe de mim, meu coração acelerou e o ar ficou rarefeito. Eu não posso deixá-la partir.
Levantei-me da poltrona de couro, ignorando o conforto do jato particular. Cassian estava sentado à frente, com os olhos grudados naquela porcaria de celular que ele não largava por nada. Ele sentiu minha movimentação e ergueu o olhar, mas antes que pudesse abrir a boca para uma de suas provocações, eu o cortei com um sorriso sarcástico.
— Fica de olho nesse de celular e não me interrompe — sentenciei, a voz baixa.
Fui até a poltrona onde Alessia tentava, sem sucesso, descansar. Segurei a mão dela com uma firmeza que não deu margem para perguntas e a arrastei pelo corredor estreito. Ela me olhou confusa, mas a centelha de desejo em seus olhos prateados me disse que ela iria a qualquer lugar comigo. Abri a porta do banheiro do avião e a puxei para dentro, trancando a fechadura com um estalo seco que ecoou no espaço minúsculo.
Tranquei a porta e a prensei contra o metal frio do banheiro. O espaço era tão reduzido que nossas respirações se fundiram instantaneamente. Ataquei sua boca com um beijo faminto, minha língua invadiu a dela com uma agressividade que disse tudo o que eu não soube colocar em palavras. Minhas mãos subiram para o seu busto, apertando seus peitos por cima do tecido fino do vestido, sentindo os mamilos rígidos implorando pelo meu toque.
Desci minhas mãos para a barra do vestido dela, puxando-o para cima até a cintura. Ela usou uma calcinha de renda minúscula que eu não tive paciência para tirar; enfiei dois dedos lateralmente, rasgando o tecido para o lado para abrir caminho. Alessia soltou um arquejo alto, e eu imediatamente pressionei minha palma contra a boca dela, abafando o som.
— Fica quieta, principessa. Todo mundo lá fora sabe o que eu estou fazendo com você, mas ninguém precisa ouvir o quanto você gosta disso — sibiliei contra o seu ouvido.
Virei-a de costas para mim, forçando-a a apoiar as mãos na pia estreita. Sua bunda ficou empinada, perfeitamente posicionada. Abri minha calça e me libertei, sentindo meu pau pulsar de urgência. Sem qualquer aviso ou preliminar extra, eu a penetrei por trás com uma estocada bruta que preencheu cada milímetro dela. Alessia estancou o grito contra a própria mão, arqueando as costas enquanto eu a f**** naquele cubículo apertado.
O som da nossa carne se chocando e o ruído da turbina lá fora criaram uma sinfonia de perdição. Eu a segurei pelo cabelo, puxando sua cabeça para trás para que ela sentisse a profundidade de cada investida.
— Você é minha, Alessia. No céu, na terra, em qualquer porra de lugar — rosnei, sentindo o aperto da b***** dela tentando me esmagar.
— Então me deixa ficar com você — ela implorou entre gemidos.


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